Bolsas da Europa caem com petróleo em alta e tensões entre EUA e Irã; Londres escapa
Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por petróleo e tensões geopolíticas, com Londres como única exceção.
A retomada da alta do petróleo e a cautela diante das tensões entre Estados Unidos e Irã pesaram sobre os negócios, pressionando ações de tecnologia, seguradoras e montadoras. Londres foi a exceção e conseguiu escapar do vermelho. O índice FTSE 100, da bolsa londrina, caiu 0,03%, aos 10705,26 pontos.
Em Frankfurt, o DAX recuou 0,59%, para 25426,79 pontos. Paris viu o CAC 40 perder 0,39%, fechando a 8123,41 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,21%, a 51987,49 pontos. Em Madri, o índice local também registrou baixa de 0,21%, aos 19659,20 pontos.
As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta – feira (23), com o mau humor retornando aos mercados após um começo de dia mais otimista.
Por fim, Lisboa encerrou com o PSI 20 em queda de 0,25%, a 9632,44 pontos. Os números ainda são preliminares.
Dados econômicos e pressão sobre juros na zona do euro. Na agenda do dia, o PMI composto da zona do euro subiu a 53,1 em setembro, o maior nível em 41 meses e acima do esperado. O indicador da Alemanha também surpreendeu, atingindo máxima de 11 meses, a 53,8. Por outro lado, no Reino Unido, o PMI composto caiu mais que o previsto, a 51,7.
A leitura mais forte do bloco europeu reforçou a cautela com os juros. A Berenberg avalia que uma nova alta de 25 pontos – base pelo Banco Central Europeu (BCE) até dezembro se tornou “quase inevitável”. Já a Capital Economics chamou a atenção para a aceleração dos preços de insumos e vendas.
Setores sob pressão e exceção das petrolíferas. Em Frankfurt, a fabricante de chips Infineon caiu 2,39%, acompanhando a fraqueza do setor de tecnologia, que recuou 0,02%. A seguradora Allianz teve perda mais expressiva, de 3,70%, em meio a um movimento de realização contra empresas vistas como vulneráveis ao avanço de agentes de inteligência artificial (IA) capazes de facilitar a troca de fornecedores pelos consumidores.
As operadoras de telecomunicações também sentiram o peso. A Deutsche Telekom cedeu 0,74%, enquanto a Orange, em Paris, caiu 1,77%, e a Vodafone, em Londres, recuou 0,96%. As montadoras alemãs igualmente ficaram sob pressão, contribuindo para o desempenho mais fraco do DAX.
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A Volkswagen perdeu 2,26%. Em contrapartida, as ações de petroleiras avançaram com a recuperação do petróleo e as preocupações com a oferta de derivados. A Repsol subiu 3,39% em Madri, a Galp ganhou 2,79% em Lisboa e a Neste avançou 3,24% em Helsinque.
O movimento ocorreu depois que Donald Trump admitiu que avalia restrições às exportações americanas de diesel.
UBS cai com decisão do Senado suíço. Em Zurique, as ações do UBS recuaram 1,44%. O movimento veio após o Senado suíço aprovar uma proposta para suavizar as novas exigências de capital impostas ao banco.
Com informações da Dow Jones Newswires.