BNDES e Prefeitura de BH preparam nova concessão do transporte público

O contrato atual termina em 2028; a cidade também vai comprar 100 ônibus elétricos.

3 min

Foto: Reprodução

BNDES e Prefeitura de Belo Horizonte se unem para modernizar o transporte público

Na terça-feira, 5, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura de Belo Horizonte formalizaram um contrato que visa reestruturar o sistema de transporte público da capital mineira. A iniciativa centraliza-se na preparação para uma futura concessão do sistema, buscando otimizar a operação e garantir a eficiência do serviço aos moradores.

O acordo representa um passo importante para a modernização do transporte, considerando o fim do contrato atual em 2028.

Avaliação abrangente e novas estratégias

O projeto inicial envolve uma análise completa da rede de ônibus existente, abrangendo todas as linhas e terminais. A expectativa é que essa avaliação resulte em diferentes modelos de gestão, incluindo a possibilidade de uma concessão comum ou uma parceria entre o setor público e o privado.

Além disso, o contrato propõe mudanças significativas na governança do transporte coletivo, com foco na integração com o sistema metropolitano, buscando uma mobilidade mais fluida e coordenada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Investimento em mobilidade sustentável

A prefeitura anunciou também a aquisição de 100 ônibus elétricos, com financiamento do BNDES, um movimento que antecipa as diretrizes do novo sistema. O objetivo é promover a descarbonização da frota e reduzir a emissão de poluentes. Paralelamente, o projeto contempla a análise da viabilidade de novos corredores estruturais, incluindo os BRT Amazonas, BRT Anel Rodoviário e BRS Pedro II, que somam aproximadamente 31 quilômetros e representam um investimento estimado em R$ 2 bilhões.

Metrô e VLT: propostas do estudo nacional

É importante ressaltar que, embora o anúncio mencione metrô e VLT, esses projetos não estão diretamente incluídos no contrato firmado entre o BNDES e a prefeitura. As referências surgem do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (EMNU), elaborado pelo próprio BNDES, que identifica as necessidades de investimento em diversas cidades brasileiras.

O estudo da Região Metropolitana de Belo Horizonte aponta para a expansão metroviária e a implantação de VLTs, mas a execução dessas iniciativas depende de decisões e articulações entre diferentes órgãos e concessionárias, sem a responsabilidade direta do banco neste acordo específico.

Leia também

Investimentos futuros na mobilidade

O EMNU estima que a Grande BH necessitaria de um investimento de R$ 35,6 bilhões em mobilidade, incluindo cerca de R$ 18,7 bilhões em projetos de metrô e R$ 11,4 bilhões em sistemas de VLT, além de expansões de corredores de ônibus. Esses números demonstram o compromisso com a modernização e a expansão da infraestrutura de transporte na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.