Bitcoin cai 0,40% após derrota de projeto de lei de criptomoedas no Senado dos EUA

O Bitcoin operou em baixa nesta quarta-feira (16), em sessão que seguiu o bloqueio no Senado dos Estados Unidos a um projeto de lei que regulamenta o setor de criptomoedas. A derrota do “Clarity Act” no Congresso americano pesou sobre o mercado, que também digeriu a decisão do Fed (Federal Reserve) de elevar os juros em 25 pontos-base, por unanimidade, e a coletiva do presidente do banco central dos EUA, Kevin Warsh.
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Por volta das 16 horas (horário de Brasília), o Bitcoin operava em baixa de 0,40%, cotado a 75.726,25, segundo dados da plataforma Binance. Já o Ethereum subia 0,26%, a 2.404,80.
O revés no Senado e as regras para criptomoedas
A votação do “Clarity Act” terminou em 49 a 50, insuficiente para que a legislação avançasse. O placar foi visto como um teste decisivo para a indústria, que pressiona por regras uniformes. Apesar de alguns democratas apoiarem a regulamentação do setor, eles condicionam o aval à inclusão de salvaguardas éticas que impeçam o presidente Donald Trump e sua família de se beneficiarem financeiramente enquanto ele estiver na Casa Branca.
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Para Javier Molina, analista da eToro, o impacto vai além da votação. “Se o Clarity Act não for aprovado agora, a estrutura regulatória que conecta dinheiro tradicional, stablecoins, pagamentos e ativos tokenizados sofrerá atrasos”, afirma. Ele pondera, no entanto, que bancos e reguladores seguem avançando nessa direção, independentemente do resultado no Congresso.
O que esperar do preço do Bitcoin
Se o Bitcoin cair abaixo de US$ 75 mil, pode recuar ainda mais, mirando a faixa entre US$ 69.000 e US$ 70.000, segundo Molina. Apesar do cenário adverso, analistas da Glassnode destacam que a reação do mercado foi contida. “Diante da notícia, a queda é pequena”, afirmam.
Os especialistas observam que novos compradores recuaram, interrompendo o fluxo de capital que impulsionava o Bitcoin no último mês. Por outro lado, os detentores das moedas não estão correndo para vender. Moedas estão sendo retiradas das corretoras, um movimento típico de quem não pretende se desfazer das posições.
Há ainda uma barreira de ordens de compra posicionadas em uma faixa de 10% em relação ao preço atual — ordens que seriam acionadas caso o preço caísse ainda mais, o que ajuda a evitar quedas mais acentuadas.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
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