Bitcoin mantém estabilidade perto de US 77 mil mesmo com CPI dos EUA acima do esperado

O Bitcoin amanheceu praticamente estável nesta sexta – feira (11), reagindo a dois movimentos opostos no cenário macroeconômico dos Estados Unidos. De um lado, a inflação ao consumidor americano veio acima do esperado; do outro, o petróleo desabou depois de dias de alta forte por causa das tensões no Oriente Médio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa combinação deu um fôlego tímido ao apetite por risco em um mercado que passou a semana inteira pisando em ovos.
Por volta das 16 horas (em Brasília), a criptomoeda mais conhecida do mundo operava em leve queda de 0,22%, cotada a US 77.059,54, segundo dados da plataforma Binance. Já o Ethereum, segunda maior moeda digital, subia 2,78% e era negociado a US 2.536,65 no mesmo horário.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Pressão inflacionária e a reação do Fed
A leitura do CPI (índice de preços ao consumidor) dos EUA surpreendeu o mercado. O núcleo mensal do indicador veio mais forte que o projetado, o que, na avaliação da consultoria Capital Economics, deve ser suficiente para levar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte – americano) a elevar os juros na reunião da próxima semana.
A mesma consultoria projeta ainda uma nova aceleração do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que é a medida de inflação preferida do BC americano.
Esse cenário de juros mais altos tende a desestimular investimentos em ativos de risco, como as criptomoedas. Mas, na prática, o mercado encontrou algum alívio em outra frente.
Alívio vindo do petróleo e do Golfo
O petróleo devolveu parte da disparada recente depois que o jornal Financial Times informou que ministros das Relações Exteriores de países do Golfo devem se reunir com o chanceler iraniano em Omã na próxima segunda – feira. O objetivo do encontro é buscar apoio para um acordo temporário que permita administrar a navegação pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global da commodity.
Leia também
Ao mesmo tempo, a Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo suas projeções para o consumo mundial de petróleo. A agência agora prevê uma queda de 2,5 milhões de barris por dia em 2026, ante um recuo de 1,6 milhão estimado anteriormente.
A AIE também adiou para 2027 a recuperação da oferta do Golfo e alertou que a escassez é ainda mais aguda nos derivados. O alerta ganha peso num momento em que o diesel nos EUA atingiu um recorde, ultrapassando a barreira de US 6 por galão.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



