Ataque de 20 minutos esvazia carteiras da Binance e causa prejuízo de R$ 32,4 bilhões
Na noite de quinta-feira, 29, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, registrou até o momento um prejuízo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 32,4 bilhões). Um ataque hacker esvaziou as carteiras que a empresa usa para processar transações de seus clientes, e até agora o único grupo sob suspeita são hackers norte-coreanos.
Em comunicado publicado na conta da empresa no X (antigo Twitter), a Binance disse que já começou a recuperar os ativos afetados dos usuários. A companhia afirma seguir em parceria com legisladores, forças policiais, especialistas em blockchain e parceiros do setor para rastrear, congelar e recuperar outros fundos.
Como os invasores agiram
No início, a empresa acreditou que os primeiros recursos tinham sido levados a partir de um computador comprometido. Depois, porém, a equipe encontrou novos pontos vulneráveis na estrutura de processamento das transações.
De acordo com dados disponíveis na blockchain, a ação durou apenas 20 minutos e começou após às 20h de quinta-feira.
Por causa das falhas de segurança, os criminosos tiveram acesso à estrutura de assinatura da Binance, que autoriza as operações. Com isso, ganharam livre acesso às carteiras e puderam esvaziá-las como quisessem.
Suspeita recai sobre hackers norte-coreanos
Analistas norte-americanos de blockchain, especializados em transações de criptomoedas, afirmaram que o método lembra o usado por hackers da Coreia do Norte. A TRM Labs, empresa de análise de criptomoedas, disse à Reuters que as falhas guardam semelhanças com o ataque de 2025 à corretora Bybit.
Na época, o Federal Bureau of Investigation (FBI) declarou que aquele ataque partiu da Coreia do Norte.
Fundo de proteção cobre a maior parte do dano
A Binance, junto de outras empresas, mantém um fundo de proteção com cerca de US$ 1 bilhão para casos como esse. O valor fica muito abaixo do montante subtraído, mas a empresa já informou ter coberto a maior parte do prejuízo com ajuda de outras fontes de renda próprias.
Nem tudo, porém, saiu do alcance. Cerca de metade das criptomoedas roubadas pertencia a um tipo de moeda virtual que as empresas criadoras podem congelar por segurança, então parte dos ativos ficou parada após a movimentação. O restante já foi transferido para contas fora do controle da Binance.
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Redação Tecnologia e Games
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