Beto Carrero cresce 16% e abre 818 mil visitas de vantagem sobre o Six Flags México

O parque de Penha (SC) somou 2,9 milhões de visitas em 2025, lidera o ranking da TEA na América Latina e planeja investir R$ 2 bilhões nos próximos anos.

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Parque do Beto Carrero World. Foto: Leandro Fonseca. Data: 23/10/2025 | Foto: Reprodução/Exame

O Beto Carrero World, em Penha, no litoral de Santa Catarina, liderou o ranking de 2025 da Themed Entertainment Association (TEA) na América Latina e no Caribe. O parque recebeu 2,9 milhões de visitas, alta de 16% sobre 2024, e terminou o ano 818.000 entradas à frente do Six Flags México.

O resultado veio acompanhado de um plano de R$ 2 bilhões em investimentos para os próximos anos. Os dez parques mais visitados da região somaram 14,1 milhões de visitas, crescimento de 4,8%, e o catarinense avançou mais de três vezes esse percentual.

Beto Carrero lidera e amplia distância no ranking regional

Segundo o ranking da TEA, o Beto Carrero World estava com 2,5 milhões de visitantes em 2024. No ano seguinte, subiu para 2,9 milhões, um acréscimo de 400.000 visitas. O Six Flags México, segundo colocado, registrou 2,082 milhões de visitas, com crescimento de 1,5%.

Na sequência, o Parque Xcaret, do México, manteve o público em 1,47 milhão, e o Hopi Hari, de Vinhedo, no interior de São Paulo, chegou a 1,45 milhão, com alta de 11,9%. O Mundo Petapa, da Guatemala, teve 1,441 milhão de visitas e queda de 2%. Completam a lista o Parque Mundo Aventura, da Colômbia, com 1,171 milhão; a Fantasilandia, do Chile, com 1,167 milhão; o Parque del Café, também colombiano, com 905.000; o Xetulul, da Guatemala, com 865.000; e o Parque de la Costa, da Argentina, com 655.000.

Dos dez empreendimentos, sete cresceram, dois tiveram queda e um permaneceu estável. Os dois representantes brasileiros somaram 4,35 milhões de visitas, cerca de 31% do movimento dos dez maiores parques da região. Os números são de visitas, e não necessariamente de pessoas diferentes.

Parque investe R$ 2 bilhões em montanha-russa e hotéis

O Beto Carrero World ocupa uma área de 14 milhões de metros quadrados e foi fundado em 1991 pelo empresário João Batista Sérgio Murad, conhecido pelo personagem Beto Carrero, uma mistura de caubói com herói de filmes de ação. Com a morte do fundador, em 2008, Alexandre Murad, filho dele, assumiu o comando e passou a buscar parcerias com empresas de entretenimento, como a DreamWorks, a Mattel e a Hasbro.

O programa de R$ 2 bilhões, com recursos próprios e de parceiros, será dividido entre novas atrações e hospedagem. Uma das principais apostas é uma área dedicada ao Bob Esponja, da Paramount, com uma montanha-russa que, segundo Murad, será a mais cara do Hemisfério Sul.

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A Galinha Pintadinha, que já tem uma área no parque, recebeu R$ 50 milhões em investimentos.

A Star Mountain, inaugurada em 1994, terá a aposentadoria anunciada após mais de três décadas de operação. Segundo Murad, cerca de 35 milhões de pessoas passaram pela atração desde a inauguração. O espaço dela dará lugar a uma nova área temática, maior que a da Galinha Pintadinha.

Já a Fire Whip recebeu mais de R$ 24 milhões para troca de trilhos e modernização de sistemas eletrônicos, sensores e freios.

A segunda etapa do programa prevê três torres próprias com 200 apartamentos cada, além de empreendimentos em parceria com outras empresas. Na prática, a hospedagem busca reter turistas que já visitam Santa Catarina e aumentar o gasto deles dentro do complexo.

Em reportagem anterior da EXAME, Murad informou que a receita do parque chegou perto de R$ 660 milhões, alta de 14%. “Estamos na melhor fase da nossa carreira, passando pelo nosso melhor momento financeiro”, afirma o executivo.

Hopi Hari cresce 11,9% e planeja retomar investimentos

O Hopi Hari, de Vinhedo, a cerca de 70 quilômetros da capital paulista, terminou 2025 com 1,45 milhão de visitas, ante 1,295 milhão em 2024. O acréscimo de 155.000 entradas garantiu ao parque a quarta posição regional, ligeiramente à frente do Mundo Petapa.

O parque, inaugurado em 1999, passou por mudanças de gestão, dívidas e um processo de recuperação judicial. Segundo a TEA, o Brooklyn International Group, novo controlador, planeja investir aproximadamente R$ 280 milhões até 2028 em novas atrações, brinquedos e experiências. O aporte deve sair até 2028, e o desafio, segundo a entidade, é retomar a capacidade de investimento sem repetir os problemas financeiros do passado.

Além dos investimentos dos dois brasileiros, o setor aguarda o Cacau Park, parque temático da Cacau Show em construção em Itu, no interior paulista. O empreendimento, com investimento anunciado de cerca de R$ 2 bilhões, tem abertura prevista para 2027 e deve incluir hotéis integrados ao destino.

Para a TEA, a América Latina ainda tem infraestrutura de parques menos desenvolvida que a da América do Norte e a da Europa, o que abre espaço para novos projetos.

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