Benedito Gonçalves assume corregedoria nacional de Justiça e destaca desafios do Judiciário

Benedito Gonçalves inicia sua gestão com foco na modernização do Judiciário e na necessidade urgente de melhorar a eficiência e a humanização dos serviços.

25/08/2026 23:10

2 min

Posse do corregedor nacional de Justiça, Min. Benedito Gonçalves
Posse do corregedor nacional de Justiça, Min. Benedito Gonçalves

Na tarde desta terça – feira (25), o ministro Benedito Gonçalves tomou posse como corregedor nacional de Justiça. Ele substitui o ministro Mauro Campbell Marques, que agora é vice – presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ficará à frente da Corregedoria Nacional durante o biênio 2026-2028.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante seu discurso de posse, Benedito descreveu sua nova função como “uma das mais elevadas responsabilidades do sistema de Justiça brasileiro”, destacando que esse papel requer “equilíbrio, prudência e dedicação integral ao serviço público”.

Desafios enfrentados pelo Judiciário

O novo corregedor mencionou dados do relatório Justiça em Números de 2025, que revelam que o Poder Judiciário encerrou o ano com mais de 75 milhões de processos acumulados. Ele ressaltou que o Brasil possui apenas 8,9 juízes para cada 100 mil habitantes, número inferior à média europeia de 18 magistrados por 100 mil pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Benedito apontou que a demanda por justiça no Brasil é quatro vezes maior do que na Europa. Para ele, esses números não apenas evidenciam a magnitude do sistema judiciário brasileiro, mas também refletem a intensa carga de trabalho enfrentada por juízes, servidores e tribunais.

Isso reforça a urgência em “aperfeiçoar a gestão e prevenir distorções” dentro do sistema.

O corregedor também enfatizou a importância dos investimentos em tecnologia e na racionalização dos fluxos processuais, afirmando que tais medidas geram resultados concretos para a sociedade.

Tecnologia e humanização no Judiciário

Ao falar sobre a transformação digital no Judiciário, Benedito destacou que a tecnologia deve ser vista como um instrumento e não como um substituto da responsabilidade humana. Ele defendeu que as inovações tecnológicas precisam estar alinhadas à transparência, às garantias processuais e aos direitos fundamentais.

Leia também

Segundo o novo corregedor, “a Justiça do futuro não será apenas mais digital”, mas deverá ser “mais acessível, clara, simples, confiável e humana”. Essa visão é fundamental para atender às necessidades da população e garantir um sistema judiciário mais eficiente.

Moralização do sistema judiciário

No evento de posse, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, também fez um discurso. Ele reiterou a necessidade de implementar medidas voltadas para a moralização do Judiciário.

A nova gestão sob Benedito Gonçalves promete focar na eficiência e na humanização dos serviços judiciais, buscando atender melhor a população brasileira nos próximos anos.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!