Banco Central do Paraguai devolve R$ 880 milhões a 1,2 milhão de correntistas do Ueno Bank

Pedro Alliana, que assumiu a presidência do Paraguai na sexta-feira, prometeu compensar os afetados.

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A man takes pictures outside a Ueno bank branch covered with banners and graffiti in downtown Asuncion on November 6, 2026. Paraguayan President Santiago Pena on November 5, 2026, announced his resignation after the takeover of a bank linked to him blocked millions of people from accessing their money. (Photo by DANIEL DUARTE / AFP)
A man takes pictures outside a Ueno bank branch covered with ban...
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O Banco Central do Paraguai informou no sábado (07) que devolveu o dinheiro a 1,2 milhão de correntistas do Ueno Bank. O processo de devolução deve continuar durante a próxima semana.

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Segundo o órgão, o total devolvido equivale a cerca de R$ 880 milhões, e 1.196.000 pessoas já foram ressarcidas. O balanço foi apresentado em uma coletiva de imprensa no Palácio López.

Governo diz que buscará acelerar o ressarcimento

Durante a coletiva, o ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera, afirmou: “Fomos instruídos a fazer o máximo esforço para tranquilizar os poupadores afetados”. Também foi divulgada uma lista de instituições bancárias que ficarão abertas durante o fim de semana.

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Nas ruas, a crise é tema constante. Os paraguaios se dividem entre a angústia com o destino de seus depósitos e a revolta contra o ex-presidente Peña.

Pedro Alliana faz mudanças no governo logo no primeiro dia

Pedro Alliana, de 52 anos, assumiu a presidência e começou o mandato com reuniões ministeriais. Ele também já promoveu as primeiras mudanças no gabinete. Alliana designou Ariel Martínez como ministro do Interior e nomeou um novo ministro de Obras Públicas.

O presidente pediu à equipe que acelerasse a resposta aos afetados e prometeu que eles serão compensados. Na sexta-feira, ao tomar posse, ele disse: “Não quero ninguém hesitante à frente desta missão. Quero resultados”.

Como a crise do Ueno Bank chegou a esse ponto

Na terça-feira (3), milhares de paraguaios saíram às ruas de Assunção para cobrar a liberação de seu dinheiro no Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país. A instituição foi colocada sob intervenção após ser considerada insolvente, ou seja, sem capacidade de honrar seus compromissos.

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O Banco Central do Paraguai bloqueou recursos públicos e economias de milhões de clientes. Na quarta-feira (4), o órgão suspendeu temporariamente os saques de determinados fundos de investimento ligados ao banco. A instituição atendia quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios.

O órgão também anunciou um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do Ueno Bank, de até 40 salários mínimos. Dívidas pendentes com a instituição serão descontadas desse valor.

Enquanto isso, a Justiça paraguaia determinou a prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária. Entre eles estão o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o diretor-executivo da instituição, Federico Miguel Vázquez.

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