Bayer tem vendas estáveis no agro no 1º trimestre, e lucro do grupo sobe 112,7%

Divisão agrícola vendeu 7,56 bilhões de euros, com alta de 64,3% no Ebit, impulsionada por acordo com a Corteva.

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Foto: Reprodução

Resultados do Segmento Agrícola da Bayer no Primeiro Trimestre

No primeiro trimestre, o setor agrícola da Bayer apresentou estabilidade nas vendas, totalizando 7,56 bilhões de euros, o que representa uma queda de cerca de 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) atingiu 2,28 bilhões de euros, com um crescimento de 64,3%.

O Ebitda, antes de itens especiais, alcançou 3,01 bilhões de euros, refletindo um aumento de 17,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda da divisão agrícola subiu de 33,7% para 39,9% em relação ao ano anterior.

Segundo a empresa, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo setor de sementes e características genéticas de soja, cujas vendas dobraram em relação ao ano passado. A Bayer atribuiu esse resultado, em grande parte, à finalização de um acordo de licenciamento com a Corteva na América do Norte, que teve um impacto de 448 milhões de euros nas receitas.

Além disso, o segmento de soja se beneficiou da recuperação dos preços após a reautorização de um herbicida nos Estados Unidos, conforme destacado pela empresa em comunicado.

Desempenho de Outros Segmentos

A divisão de sementes e características genéticas de milho também apresentou crescimento, com um aumento de 7,1%, ajustado por câmbio e portfólio. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento dos volumes no início da safra na América do Norte e pela expansão em outras regiões.

No entanto, o segmento de herbicidas enfrentou dificuldades, com uma queda de 10,2% nas vendas, enquanto os produtos à base de glifosato registraram um recuo de 15,1%. As vendas de fungicidas também diminuíram em 10,7%, todas as variações ajustadas por câmbio e portfólio.

Considerando todas as operações do grupo, o lucro líquido da Bayer no trimestre foi de 2,763 bilhões de euros, representando um aumento de 112,7% em relação ao ano anterior. O Ebitda do grupo, antes de itens especiais, avançou 9%, alcançando 4,453 bilhões de euros.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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