Banco Central liquidou 13 instituições desde 2025, diz Galípolo

Banco Central liquidou 13 instituições financeiras desde 2025, revela presidente
Em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou na terça-feira, 19 de maio de 2026, que a autoridade monetária liquidou 13 instituições financeiras desde 2025. A declaração gerou atenção, especialmente devido à complexidade do processo e à escassez de recursos disponíveis para a supervisão do sistema financeiro nacional.
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Galípolo detalhou que as instituições envolvidas na liquidação incluíram corretoras e outras instituições parceiras do Banco Central. Ele justificou a situação apontando para a falta de pessoal e de recursos financeiros para a fiscalização adequada das atividades bancárias.
A regulamentação utilizada para a liquidação, segundo o presidente, remonta a 1975, evidenciando a necessidade de atualização das normas.
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Autonomia para o Banco Central é prioridade
O presidente do Banco Central enfatizou que a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) que garante a autonomia da autoridade monetária é crucial para fortalecer a governança da autarquia. Galípolo comparou a situação do Banco Central brasileiro com a de outros bancos centrais, como os da Nigéria, do México, da Inglaterra e de Portugal, que possuem recursos e estrutura para competir em um mercado financeiro globalizado.
“Se o Senado quer realmente ajudar a governança do Banco Central, pelo amor de Deus, aprova o PLP que está há 10 anos na Câmara de dar autonomia para o Banco Central, que o Banco Central da Nigéria tem, o do México tem, o da Inglaterra tem, o de Portugal tem, todos esses bancos centrais têm recursos para poder competir com o sistema financeiro que tem muito recurso”, declarou.
A aprovação do PLP permitiria ao Banco Central alocar seus recursos de forma mais eficiente e independente, otimizando a supervisão do sistema financeiro.
Desafios na liquidação de instituições financeiras
Galípolo também abordou a dificuldade enfrentada pelo Banco Central na busca por profissionais e empresas capazes de atuar como liquidantes de instituições financeiras em processo de falência. O liquidante é responsável por administrar a massa falida do banco, realizando a arrecadação de ativos, o pagamento aos credores e a conclusão do processo de encerramento da instituição.
A complexidade do processo de liquidação, aliada à escassez de profissionais qualificados, representa um desafio significativo para o Banco Central, exigindo aprimoramentos contínuos nas regras de supervisão do sistema financeiro.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
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