Bancada do agronegócio intensifica esforços para votar projeto de renegociação de dívidas na Câmara

Membros da bancada do agronegócio buscam acelerar a votação do projeto de renegociação de dívidas rurais na Câmara antes do recesso parlamentar em julho

Deputados durante sessão deliberativa no plenário da Câmara

Nos próximos dias, membros da bancada do agronegócio intensificarão esforços para que o projeto de renegociação de dívidas rurais avance na Câmara dos Deputados. O objetivo é votar a proposta antes do recesso parlamentar, que está previsto para o início de julho.

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Liderado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o movimento busca articular com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), para antecipar a votação.

Pressão por Votação e Impacto Fiscal

A FPA enfrenta desafios relacionados ao impacto fiscal do projeto, que tem gerado incertezas sobre sua aprovação. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento estimam que a renegociação das dívidas poderia acarretar um custo de até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.

Em contrapartida, a FPA acredita que o impacto real seria de R$ 65 bilhões no mesmo período e busca desmistificar a ideia de que a renegociação representaria uma “pedalada fiscal”.

O projeto retornou à análise da Câmara após sofrer alterações no Senado, onde os senadores ampliaram seu escopo. Inicialmente, a proposta apenas previa financiamento para produtores afetados por eventos climáticos, especialmente as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

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O texto original foi elaborado pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE) e agora conta com o relator Afonso Hamm (PP-RS), que espera reassumir a relatoria para analisar as novas sugestões apresentadas pelo Senado.

Urgência nas Negociações

Afonso Hamm enfatizou a importância de uma rápida votação, destacando que “temos uma necessidade de votar logo”. Ele ressaltou que a nova safra agrícola está se aproximando e que não faz sentido anunciar um Plano Safra sem resolver as pendências relacionadas às dívidas dos agricultores.

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Para ele, é fundamental organizar a situação dos produtores para que possam se habilitar ao alongamento das dívidas.

Embora o costume legislativo favoreça a manutenção dos relatores originais em matérias que retornam à Câmara, outros parlamentares da FPA também estão envolvidos nas negociações. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) é um dos nomes ativos nesse processo.

Além disso, há uma expectativa crescente entre os parlamentares sobre possíveis ajustes negociados com o governo.

O projeto, tal como foi aprovado pelo Senado, prevê o alongamento dos prazos das dívidas e estabelece uma linha especial com carência e taxas de juros mais acessíveis. Parte dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal poderá ser utilizada para facilitar essa renegociação.

As discussões em torno desse tema continuam intensas enquanto os congressistas buscam um consenso para avançar com a proposta antes do recesso parlamentar.