Ataque a mercado no Iêmen deixa ao menos 7 mortos e 40 feridos, diz Ministério da Saúde
Governo iemenita assume autoria do ataque e afirma que alvo era acampamento militar dos Houthis.
Um ataque a um mercado no Iêmen deixou ao menos sete mortos e 40 feridos neste domingo (27). A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde do país, controlado pelos Houthis. O incidente ocorreu no entroncamento de Mawiya, na província de Taiz, e atingiu lojas da região.
Entre as vítimas, há crianças.
Horas depois, o governo iemenita reconhecido internacionalmente afirmou que suas forças foram responsáveis pela ação. Segundo eles, o alvo era um acampamento militar e veículos dos Houthis— grupo apoiado pelo Irã — que estariam no mesmo local.
Três fontes militares ligadas ao governo contaram à agência Reuters que militantes haviam montado o acampamento nas proximidades do mercado recentemente.
Ataques a Riad e escalada regional
No sábado (19), os Houthis já haviam reivindicado ataques contra a capital da Arábia Saudita, Riad. O grupo afirmou ter atingido locais “sensíveis” com mísseis e drones. Na ocasião, chamas e uma grande coluna de fumaça foram vistas perto do principal aeroporto da cidade.
Imagens da Reuters mostraram a fumaça preta se espalhando pela região, com a rodovia que dá acesso ao aeroporto, o terminal e outras instalações ao fundo. Em certo momento, chamas surgiram atrás do que pareciam ser tanques de combustível. Os Houthis não detalharam quais alvos foram atingidos em Riad, mas também afirmaram ter atacado a cidade de Yanbu, no Mar Vermelho — um importante centro de exportação de petróleo saudita.
O grupo justificou a operação como uma resposta a um ataque anterior contra a capital iemenita, Sanaa. O governo saudita não se manifestou de imediato sobre a fumaça ou os alertas, nem confirmou os ataques reivindicados pelos Houthis.
Leia também
Alertas de ataque aéreo e explosões
Durante a madrugada de sábado, a Defesa Civil saudita enviou alertas por telefone para moradores de Riad e da cidade de Al – Kharj, a leste da capital, sobre um possível risco de ataques aéreos. Já pela manhã, as autoridades informaram que o perigo havia passado.
Um jornalista da Reuters que estava na região de Olaya, em Riad, relatou ter ouvido explosões antes do aviso de que a ameaça tinha acabado. Embora alguns alertas tenham sido emitidos em Riad neste ano após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, estes foram os primeiros desde que a escalada com os Houthis começou, em julho.