Artigo analisa a trajetória da Venezuela até a ação dos EUA que capturou Maduro em 2026

Texto de opinião revê quatro décadas de disputas políticas e de influência americana na Venezuela

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Foto: AFP

A complexa trajetória política da Venezuela em 2026

A situação política da Venezuela não pode ser compreendida apenas pelos eventos recentes de 2026. É fundamental analisar um contexto de quarenta anos, marcado por disputas de poder e influências externas.

A década de 1990: a hegemonia americana e a resistência venezuelana

Na década de 1990, os Estados Unidos exerceram uma forte influência no continente americano, impulsionando acordos como o Nafta e buscando a implementação da Alca, com o objetivo de consolidar o controle do capital estadunidense na região. Em diversos países, inclusive na Venezuela, houve resistência a essa agenda, liderada por movimentos populares que se opuseram à influência estrangeira. O Caracazo de 1989 e a subsequente ascensão de Hugo Chávez marcaram um ponto de inflexão, com Chávez rompendo com o neoliberalismo e abrindo caminho para um novo ciclo de governos progressistas.

A Alba e a oposição imperialista

Com a criação da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), a Venezuela se posicionou como um polo de resistência ao imperialismo estadunidense. No entanto, a oposição americana, representada por governos democratas e republicanos, não perdoou a ousadia de Chávez, recorrendo a diversas táticas para tentar desestabilizar o país. A tentativa de golpe em 2002, que culminou com o cardeal de Caracas administrando a extrema-unção de Chávez na prisão, é um exemplo emblemático dessa luta.

Crise econômica e migração

A crise econômica, agravada por ações como a criação de “guarimbas” violentas e a manipulação da taxa de câmbio, levou a uma inflação descontrolada e ao colapso da PDVSA, com a produção de petróleo caindo a níveis alarmantes. Essa situação gerou uma migração em massa de trabalhadores venezuelanos em busca de melhores oportunidades.

O golpe de 2026 e as consequências

Em 2026, o governo dos Estados Unidos, sob o segundo mandato de Donald Trump, implementou um golpe militar, invadindo a Venezuela e sequestrando o presidente Maduro e a deputada Cilia Flores. A resistência venezuelana, embora limitada, demonstrou a determinação do povo em defender sua soberania. A ação resultou em mais de 100 mortes e a derrota do país, com a oposição entreguista desmoralizada.

Conclusão: um legado de resistência e a necessidade de mudança

A Venezuela, apesar das dificuldades e do legado da guerra híbrida imposta pelo imperialismo, continua com o apoio de seu povo e de suas forças armadas. A luta pela soberania e pela justiça social permanece como uma obrigação moral e política para todas as forças progressistas e democráticas do continente. É preciso uma mudança na correlação de forças internacionais, com o fortalecimento de uma ordem mundial mais justa e pacífica.

A continuidade do apoio ao MST, às comunas produtivas e à Escola Latinoamericana de Medicina Salvador Allende, representa um compromisso com a formação de quadros e com a construção de uma sociedade mais igualitária e soberana. A luta pela libertação de Maduro e Cilia Flores é um ato de justiça e solidariedade com o povo venezuelano.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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