Arrecadação federal bate recorde e chega a R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre

Alta real de 6,6% ajuda o governo a buscar a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026.

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Sede da Receita Federal, em Brasília | Foto: Reprodução
Sede da Receita Federal, em Brasília | Foto: Reprodução

A arrecadação federal somou R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026.

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O valor representa alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025 e é o maior da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

Arrecadação em tempo recorde impulsiona meta fiscal

Os números foram divulgados nesta quinta-feira, dia 30. O crescimento foi puxado principalmente pelas mudanças na tributação feitas no governo Lula e por outras fontes de receita.

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O desempenho é importante para as contas públicas e deve ajudar o governo a cumprir a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026.

Receita previdenciária cresceu com massa salarial

A Receita Federal detalhou como a receita veio. A Previdência foi uma das maiores fontes: de janeiro a junho, foram recolhidos R$ 381 bilhões.

O valor representa crescimento real de 5,08% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Receita, o avanço se deve à alta de 3,27% da massa salarial e ao desempenho do Simples Nacional.

IRPJ e CSLL

Outro ponto forte foi a arrecadação conjunta referente às empresas. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram um total de R$ 313 bilhões neste semestre.

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O resultado representa crescimento real de 5,73%, puxado pela alta de 11,35% no recolhimento das empresas do lucro presumido e de 18,18% nos pagamentos de IRPJ/CSLL referentes a 2025.

PIS/Cofins e rendimentos financeiros avançam

A arrecadação de PIS/Pasep e Cofins chegou a R$ 309,6 bilhões no semestre. Esse valor indica um crescimento real robusto de 4,45%, segundo o governo.

O desempenho neste setor reflete a melhora na atividade econômica geral: houve aumento tanto nas vendas quanto nos serviços prestados ao público em geral. Além disso, voltaram a ser cobrados os tributos do setor de eventos que tinham sido zerados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado na pandemia.

Imposto sobre rendimentos e dívida

O Imposto de Renda sobre rendimentos de capital somou R$ 92,2 bilhões no semestre. Esse valor representa um crescimento real expressivo de 16,36% na comparação anual.

O aumento veio principalmente das aplicações em renda fixa, com alta de 31,92%, e dos fundos de investimento, com alta de 12,46%.

Estoque da dívida e impacto fiscal

Em outra frente econômica importante, o Tesouro Nacional divulgou dados referentes ao estoque da Dívida Pública Federal nesta quarta-feira, dia 29. O montante acumulado subiu R$ 235,74 bilhões apenas no mês passado.

Apesar do aumento do endividamento, a arrecadação recorde reforça as contas públicas, e os números indicam que as mudanças tributárias recentes foram decisivas para elevar a receita no primeiro semestre.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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