Arnaldo Jardim fala sobre futuro do PL dos Minerais Críticos no Senado e desafios à vista

Deputado Arnaldo Jardim Comenta sobre o PL dos Minerais Críticos
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que atua como relator do Projeto de Lei (PL) dos minerais críticos e estratégicos na Câmara dos Deputados, declarou que o texto aprovado poderá ser aprimorado no Senado, embora mudanças estruturais sejam improváveis.
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As declarações foram feitas durante um seminário internacional sobre o tema, promovido pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
A proposta, que foi aprovada pela Câmara, estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.
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Agora, o texto será analisado pelos senadores, que enfrentam pressão de mineradoras para ajustes em aspectos considerados sensíveis, como o poder do conselho e as regras de homologação de operações societárias.
Desafios e Expectativas no Senado
Segundo Jardim, o Senado atravessa um momento político em que muitos projetos estão represados, o que pode impactar a tramitação da proposta. Apesar disso, ele acredita que a essência do texto construído na Câmara será mantida. “O conjunto que foi constituído terá aperfeiçoamento, mas dificilmente o Senado destoará ou estabelecerá um novo rumo”, afirmou Jardim, ressaltando a sintonia entre o Executivo e o Legislativo.
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O texto aprovado representa um meio-termo entre visões extremas que surgiram durante a tramitação. Enquanto alguns setores defendiam maior intervenção do Estado, outros pleiteavam uma política mais liberal, com menos interferência do governo. A versão final não criou uma estatal nem instituiu regime de partilha, mas manteve instrumentos de coordenação estatal, especialmente através do CIMCE.
Instrumentos e Preocupações do Setor Mineral
O CIMCE terá um papel central na definição de prioridades e na homologação de operações sensíveis. O poder público poderá homologar mudanças de controle societário e acesso a informações geológicas estratégicas, entre outros aspectos. O PL também prevê instrumentos para estimular a transformação mineral e a industrialização no Brasil, incluindo a criação de um fundo garantidor e crédito fiscal para projetos de beneficiamento.
Apesar dos avanços, o setor mineral busca mudanças no Senado, especialmente em relação à homologação de operações pelo CIMCE. Mineradoras acreditam que a redação atual ainda mantém uma etapa formal de validação estatal que precisa ser mais clara.
Outro ponto de discussão é o prazo máximo de 10 anos para autorização de pesquisa em áreas com minerais críticos, que pode ser visto como um obstáculo para projetos de longo prazo.
Próximos Passos no Senado
Ainda não foi definido o relator do projeto no Senado, e não está claro se a proposta passará por comissões ou será analisada em regime de urgência. O governo federal demonstra interesse em acelerar a tramitação, considerando a política de minerais críticos uma prioridade para posicionar o Brasil em cadeias globais relacionadas à transição energética e à indústria de alto valor agregado.
A disputa no Senado deverá se concentrar mais no grau de poder que o governo terá sobre projetos e operações empresariais envolvendo ativos minerais estratégicos do que na criação da política em si.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



