Arcebispo do Vaticano pede fim da guerra na Ucrânia em encontro com Lavrov em Moscou

No dia 25 de outubro de 2026, uma importante reunião ocorreu em Moscou, onde o arcebispo Paul Gallagher, ministro para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano, se encontrou com Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Este foi o primeiro encontro presencial entre autoridades do Vaticano e da Rússia em cinco anos, um marco que destaca a busca por um diálogo mais ativo em meio ao cenário de conflito na Ucrânia.
Durante a coletiva de imprensa que se seguiu à reunião, Gallagher fez um apelo enfático pelo fim da guerra na Ucrânia. Ele destacou que a continuidade do conflito gera “novas vítimas” diariamente e torna a reconciliação no futuro cada vez mais desafiadora. “Portanto, é urgente e necessário pôr fim ao conflito e olhar para além dele”, afirmou o arcebispo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esse clamor reflete a crescente preocupação internacional com o impacto humanitário da guerra, que já dura quatro anos e meio.
Diálogo sobre caminhos para a paz
Gallagher revelou que ele e Lavrov discutiram possíveis caminhos para alcançar a paz na Ucrânia. Os dois líderes concordaram também em colaborar em questões humanitárias, especialmente no que diz respeito ao atendimento de crianças afetadas pelo conflito.
Essa colaboração é vista como um passo essencial para aliviar as dificuldades enfrentadas pela população civil, que sofre com os efeitos devastadores da guerra.
O Vaticano tem se posicionado como um defensor constante do diálogo e da diplomacia nas crises internacionais. Em suas declarações anteriores, Gallagher já havia manifestado preocupação com o aumento do número de vítimas civis, incluindo crianças, sendo essa uma questão sensível que mobiliza tanto a comunidade internacional quanto as autoridades religiosas.
Leia também
Contexto histórico das relações Vaticano – Rússia
A visita de Gallagher à Rússia não é apenas um reflexo das tensões atuais, mas também parte de um histórico complexo nas relações entre o Vaticano e a Rússia. A última vez que ele esteve em Moscou foi em 2021, antes do início da guerra. Desde então, o apelo por paz tem sido uma constante na agenda do arcebispo.
Em um discurso proferido no dia 9 de agosto deste ano, ele lamentou publicamente o “número cada vez maior de vítimas civis” devido ao conflito.
A relação entre as duas entidades é marcada por tentativas intermitentes de diálogo e esforços para abordar questões humanitárias. O encontro recente pode ser interpretado como uma oportunidade renovada para reiniciar conversas significativas que visem não apenas à paz imediata, mas também à construção de um futuro estável para a região.
O papel do Vaticano na mediação de conflitos
O Vaticano tem se posicionado como um ator importante nas discussões sobre soluções pacíficas em várias partes do mundo. Gallagher enfatizou que a Santa Sé continuará oferecendo forte apoio espiritual, diplomático e humanitário na busca pela resolução do conflito na Ucrânia.
Ele acredita que esse apoio é essencial não apenas para aliviar o sofrimento atual, mas também para estabelecer as bases necessárias para diálogos futuros.
A mensagem clara deixada por Gallagher durante sua visita é que o tempo é crucial. A guerra não afeta apenas os combatentes; as consequências chegam até as comunidades civis desprotegidas. Assim, o chamado pela paz se torna ainda mais relevante diante da urgência dos eventos atuais.
Com isso, espera – se que este encontro possa abrir novas portas para negociações mais efetivas e ações concretas visando a paz duradoura entre Rússia e Ucrânia.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



