Arcanjo Pimenta, candidato ao Senado por Minas Gerais, tem trajetória de ativismo racial

Arcanjo Pimenta, candidato ao Senado por Minas Gerais, tem trajetória de ativismo racial e defende cotas e direitos quilombolas como prioridades no Congresso.

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Foto: Reprodução/CNN Brasil

O ativista Arcanjo Carlos Pimenta (MDB), de 61 anos, disputa uma vaga no Senado Federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Nascido em Belo Horizonte, ele carrega uma longa trajetória de militância na causa racial e busca, agora, ampliar a representatividade negra na política.

Pimenta já tentou duas vezes uma cadeira no Legislativo, mas não conseguiu se eleger. Em 2002, concorreu à Câmara Municipal de Belo Horizonte. Vinte anos depois, em 2022, disputou uma vaga de deputado federal. Nas duas ocasiões, ficou de fora. Desta vez, ele aposta na experiência acumulada e na defesa de pautas históricas para conquistar o eleitor mineiro em outubro.

Trajetória de militância e resistência

Formado em Gestão Pública, Pimenta informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que trabalha no setor industrial. Mas sua vida pública começou bem antes. Ele conta, em entrevistas, que integrou a campanha estadual de Tancredo Neves, em 1982, um dos nomes centrais da redemocratização do país.

Na mesma época, o então jovem ativista participava de reuniões do movimento negro. O encontro, segundo ele, precisava ser feito de forma escondida. O regime militar, que ainda estava no poder, considerava aqueles debates como atos de subversão.

Pimenta afirma que essa vivência moldou sua visão de mundo. Ele acredita que a política institucional é o caminho para mudar a realidade da população negra no Brasil.

Propostas para o Senado e o STF

Entre as principais bandeiras de Pimenta, está a ampliação de políticas públicas voltadas à igualdade racial. Ele é favorável às cotas e defende o direito à terra para comunidades quilombolas.

Na área institucional, o emedebista propõe mudanças no funcionamento do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele se posiciona contra as decisões monocráticas — aquelas tomadas por um único ministro, sem a deliberação do plenário ou de uma turma.

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Pimenta também é favorável à possibilidade de impeachment de integrantes da Suprema Corte. Ele ressalva, no entanto, que o afastamento só deve ocorrer quando forem constatadas irregularidades. O devido processo legal e o direito à ampla defesa, segundo ele, precisam ser respeitados em qualquer hipótese.

O candidato aposta na combinação entre a experiência de rua e a formação acadêmica para convencer o eleitor.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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