Após picada de carrapato, John Reagan perdeu a fala e os movimentos; exames revelaram diagnóstico

Caso de John Reagan expõe falhas em testes e tratamentos para doenças transmitidas por carrapatos nos EUA.

14/09/2026 16:46

2 min

Carrapato de ervo é o vetor da doença de Lyme
Carrapato de ervo é o vetor da doença de Lyme

Doenças transmitidas por carrapatos estão se espalhando com mais frequência nos Estados Unidos, e a falta de testes precisos e tratamentos eficazes preocupa especialistas e pacientes. O alerta vem de relatos de casos como o de John Reagan, um farmacêutico aposentado de New Hampshire, que adorava pescar, caçar e fazer longas caminhadas com seus “netos caninos”.

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A situação acendeu um debate sobre a necessidade de mais investimento em diagnóstico e terapia para essas enfermidades, que muitas vezes deixam sequelas duradouras.

O drama de quem enfrenta a doença

John Reagan, que morava em New Hampshire, teve sua rotina transformada após ser picado por um carrapato. O farmacêutico aposentado, que antes desfrutava de atividades ao ar livre, passou a lidar com os sintomas debilitantes da doença.

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O caso dele ilustra um problema crescente: a dificuldade de obter um diagnóstico correto e um tratamento que realmente funcione. Muitos pacientes relatam meses ou anos de idas a médicos sem respostas claras.

Dois carrapatos da espécie Psilocybe scapularis— uma fêmea adulta e uma ninfa — são os principais transmissores da doença de Lyme e de outras infecções. A espécie é conhecida por se alimentar de sangue de animais e humanos, espalhando bactérias que podem causar febre, dores articulares e problemas neurológicos.

Por que os testes falham e o tratamento é limitado

Especialistas apontam que os testes disponíveis hoje para detectar doenças transmitidas por carrapatos são pouco confiáveis. Muitas vezes, o exame dá negativo mesmo quando a pessoa está infectada, o que atrasa o início do tratamento.

Além disso, os antibióticos usados nem sempre eliminam completamente a infecção. Pacientes como John Reagan relatam que os sintomas persistem mesmo após ciclos de medicação, o que levanta a suspeita de que a bactéria pode se esconder no organismo.

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A falta de financiamento para pesquisas de novos testes e tratamentos é apontada como um dos principais gargalos. Enquanto isso, o número de casos continua subindo, especialmente em regiões de clima temperado onde os carrapatos da espécie Psilocybe scapularis se proliferam.

O caso de Reagan, que dependia de sua aposentadoria e do convívio com os animais para manter a qualidade de vida, mostra o impacto humano por trás dos números. A comunidade médica agora pressiona por mais recursos para enfrentar o que já é considerada uma epidemia silenciosa.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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