Mesmo com recolhimento voluntário, Anvisa proíbe venda e uso de Simbeva e Abevmy por endotoxinas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes de dois medicamentos usados no tratamento do câncer e de uma solução intravenosa. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) na quarta-feira (28) e atinge os produtos Simbeva, Abevmy e Ringer com Lactato.
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A determinação está na Resolução-RE nº 4.231, de 27 de outubro de 2026, e cobre três lotes específicos. No caso de Simbeva e Abevmy, a proibição vai além e inclui a exportação. Para o Ringer com Lactato, a resolução manda suspender apenas a comercialização, a distribuição e o uso.
Quais lotes entraram na suspensão
O primeiro é o Simbeva, lote BF25008896, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro SA. A empresa começou um recolhimento voluntário depois que o produto apresentou resultado fora das especificações no teste de endotoxinas bacterianas.
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Já o Abevmy, lote BF26002105, é fabricado pela Biocon Biologics do Brasil Ltda. O recolhimento desse lote também partiu da empresa e teve a mesma motivação: resultado fora das especificações no teste de endotoxinas bacterianas.
Por fim, a solução de Ringer com Lactato, lote M 0465 26, é produzida pela JP Indústria Farmacêutica SA. Nesse caso, a medida veio após uma análise fiscal encontrar partículas escuras de tamanhos variados em suspensão no conteúdo da bolsa.
Por que a Anvisa tomou a medida
As endotoxinas bacterianas são componentes capazes de provocar respostas inflamatórias no organismo. Quando um lote fica fora do padrão exigido nesse teste, ele precisa sair de circulação, e foi isso que levou ao recolhimento dos dois lotes de produtos oncológicos.
O caso da solução é diferente. O laudo de análise fiscal do Instituto Adolfo Lutz apontou resultado insatisfatório no ensaio de descrição e aspecto, por causa da presença de partículas escuras no líquido.
Fabricantes ainda não responderam
A CNN Brasil procurou o Laboratório Teuto Brasileiro, a Biocon Biologics do Brasil e a JP Indústria Farmacêutica para saber quais medidas foram adotadas, como os lotes foram distribuídos e que orientação recebem os estabelecimentos de saúde. Até a publicação, as empresas não tinham respondido.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
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