Anvisa autoriza Butantan a fabricar vacina contra chikungunya no Brasil

Anvisa autoriza fabricação nacional da vacina contra a chikungunya pelo Butantan
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na segunda-feira, 4 de maio de 2026, a fabricação da vacina contra a chikungunya pelo Instituto Butantan. O imunizante, batizado de Butantan-Chik, surge fruto de uma parceria entre o instituto e a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
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Com a liberação, a vacina, produzida e embalada no Brasil, poderá ser utilizada de forma permanente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo indivíduos entre 18 e 59 anos.
Produção nacional e economia
A decisão da Anvisa, que já havia aprovado o imunizante em abril de 2025 com produção restrita à Valneva no exterior, oficializa o Butantan como local de fabricação nacional. Segundo o diretor do instituto, Esper Kallás, essa nacionalização representa uma redução significativa nos custos para o governo. “Ao realizar a maior parte do processo de fabricação, o Butantan, como instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço mais acessível”, afirmou.
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Eficácia comprovada
A eficácia da vacina Butantan-Chik foi comprovada em um estudo com 4.000 voluntários nos Estados Unidos. Os resultados, publicados na revista científica The Lancet em 2023, revelaram que 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes contra o vírus.
Os efeitos colaterais relatados foram leves e moderados, incluindo dores de cabeça, fadiga e febre. A vacina já estava sendo aplicada no SUS desde fevereiro de 2026, em um projeto-piloto do Ministério da Saúde, em municípios com alta incidência da doença.
Impactos globais e locais da doença
A Butantan-Chik é a primeira vacina contra a chikungunya produzida no Brasil. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indicam que a doença afetou cerca de 620 mil pessoas globalmente em 2025. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 127 mil casos e 125 mortes no ano anterior.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela dengue e zika, e causa febre alta e dores intensas nas articulações, com a principal sequela sendo a dor crônica articular, que pode persistir por meses ou anos. Pesquisas, como a da UFRN e da Universidade George Washington, apontam para riscos adicionais, como o aumento do risco de depressão e problemas de locomoção.
Prevenção e combate ao mosquito
Diante do avanço na imunização, o Ministério da Saúde reforça a importância do combate ao mosquito vetor, com a eliminação de focos de água parada.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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