Antonelli abre 102 pontos de vantagem e pode ser o 1º italiano campeão da F1 em mais de 60 anos

Mercedes venceu as seis primeiras corridas com o W17, enquanto a Red Bull admite ter atrasado o projeto de 2026 e Verstappen vê o rival de longe na tabela.

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Kimi Antonelli e Max Verstappen.

Andrea Kimi Antonelli está perto de conquistar o título mundial de Fórmula 1 em 2026, apenas na sua segunda temporada completa na categoria. O italiano da Mercedes lidera o campeonato com 102 pontos de vantagem, no primeiro ano das novas regras de motores.

O domínio provocou uma pergunta no paddock: como a Red Bull e Max Verstappen enxergam a campanha do rival. A resposta junta dois fatores. Um é o reconhecimento de um talento fora da curva. O outro é a clara superioridade técnica da equipe alemã no começo desta nova era.

Mercedes venceu as seis primeiras corridas do ano

Boa parte do sucesso de Antonelli vem da leitura precisa que a Mercedes fez do novo regulamento. A equipe de Brackley foi uma das primeiras a se dedicar totalmente ao projeto do carro atual. Ela também explorou uma brecha nas regras de taxa de compressão do motor de combustão interna.

O carro saiu muito superior aos rivais. Com ele, a Mercedes ganhou as seis primeiras corridas da temporada sem precisar de grandes atualizações.

No comando do W17, Antonelli mostrou uma maturidade rara para seus 20 anos. A vitória mais marcante veio no Grande Prêmio da Itália, em Monza: ele largou da 19ª posição e fez uma corrida de recuperação histórica. O italiano também venceu na Espanha e abriu uma vantagem matemática bem antes das etapas finais.

Italiano pode encerrar jejum de mais de 60 anos

Se o título vier nas próximas provas, como o Grande Prêmio dos Estados Unidos, Antonelli será o primeiro piloto italiano campeão mundial em mais de 60 anos.

A conquista também premia a Mercedes, que apostou num prodígio formado em sua própria academia para substituir lendas do esporte.

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Red Bull admite que atrasou o projeto de 2026

Na Red Bull, a avaliação da temporada inclui o reconhecimento de erros estratégicos. A equipe austríaca admitiu que começou tarde o desenvolvimento do carro de 2026, porque estava concentrada na briga acirrada com a McLaren em 2025.

Por isso, Verstappen ficou durante a maior parte do ano com um carro sem ritmo de classificação para enfrentar a Mercedes.

Mesmo em desvantagem, o holandês elogia o adversário, mas também mostra força na pista. No Grande Prêmio do Bahrein, realizado na Malásia em outubro, Verstappen venceu sob chuva forte. Na relargada após o safety car, aproveitou a experiência para ultrapassar Antonelli no asfalto escorregadio.

O italiano admitiu depois que a manobra foi uma lição dolorosa, mas necessária para seu aprendizado.

Parceria com a Ford e teto de gastos

Para a cúpula da Red Bull, o domínio de Antonelli resulta de um pacote perfeito, mas que pode ser batido. A equipe trabalha para aprimorar a unidade de potência feita em parceria com a Ford. O objetivo é reduzir a diferença de desempenho dentro do teto de gastos de 215 milhões de dólares definido para a temporada.

O provável título de Antonelli muda a hierarquia do grid e cria uma rivalidade entre gerações. Verstappen e a Red Bull prometem uma resposta agressiva para o próximo ano, num duelo entre a estrela já consolidada da categoria e o jovem que acaba de chegar ao topo.

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