Bisneta do Brigadeiro Faria Lima, advogada de 29 anos é achada morta com o filho de 6 em Cotia
A advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, foi encontrada morta ao lado do filho, de 6, em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo, na terça-feira (3). A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e vicaricídio.
O principal investigado é Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, ex-namorado da advogada. A Justiça determinou a prisão temporária dele, mas ele ainda não foi localizado.
Relatos apontam violência e ameaças com arma de fogo
Os agentes ouviram a mãe de Anna, uma amiga íntima dela, o pai de Eric e a síndica do condomínio. Todos descreveram uma relação turbulenta, em que houve agressões, perseguição, tentativas de controle e intimidações com armas de fogo.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Cotia como feminicídio consumado e vicaricídio consumado. O segundo termo se refere ao assassinato de uma criança em contexto de violência doméstica, usado para atingir a mãe através do vínculo afetivo.
Anna era bisneta do Brigadeiro José Vicente Faria Lima, que foi prefeito de São Paulo entre 1965 e 1969 e dá nome à avenida Brigadeiro Faria Lima. Ela era filha de Marcia Bedinelli e de Paulo Roberto Faria Lima, ex-vereador da capital.
Mãe registrou desaparecimento e polícia chegou por ligação
A mãe de Anna havia registrado um boletim de ocorrência por desaparecimento no domingo (1º), depois de perder contato com a filha e com o neto. Na noite de terça-feira (3), uma advogada foi à delegacia e contou que Eric havia procurado o escritório onde ela trabalha, se apresentando como cliente.
Na ligação, Eric afirmou que havia dois corpos em um apartamento e informou o endereço. Com a pista, os policiais foram ao imóvel, no bairro Lajeado, em Cotia, e encontraram os corpos.
Câmeras registram entrada e saída do suspeito
Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram Anna, o filho e Eric entrando juntos no prédio no domingo, às 21h35. Já na madrugada de segunda-feira (2), às 2h14, o suspeito deixou o local sozinho.
Segundo a investigação, não houve entrada de terceiros no apartamento nesse intervalo.
A defesa de Eric não foi localizada pela reportagem. A CNN Brasil também pediu nota à OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção São Paulo), mas a entidade não se manifestou até a publicação.
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