Anel de Fogo concentra 80% dos terremotos do mundo

Placas tectônicas que colidem ou deslizam na costa do Pacífico acumulam pressão e liberam ondas sísmicas, como no sismo de 9,5 em Valdívia, em 1960.

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Menino em frente a um navio encalhado na província de Central Sulawesi, na Indonésia, depois que um terremoto de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram a região em 28 de setembro de 2018. O desastre matou mais de duas mil pessoas e deixou pelo menos 210 mil desalojados.

Milhares de terremotos ocorrem todos os dias ao redor do mundo, e a imensa maioria é tão leve que passa despercebida pelas pessoas. Quase todos esses abalos se concentram em uma faixa conhecida como “Anel de Fogo”, que acompanha a costa do Oceano Pacífico.

Cerca de 80% dos tremores acontecem nessa região, onde placas tectônicas gigantescas colidem ou deslizam umas sobre as outras. Quando o atrito trava esse movimento lento, a pressão se acumula até ser liberada de repente, na forma de ondas sísmicas que percorrem centenas de quilômetros.

Terremotos de grande porte deixam marcas duradouras

De tempos em tempos, porém, um abalo forte atinge uma área povoada. Foi o caso do tremor de magnitude 7,8 que sacudiu a Síria e o sul da Turquia em 6 de fevereiro de 2023. Em setembro de 2024, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu Marrocos e é considerado por cientistas um dos mais mortais desta década.

Como o tipo de falha muda o movimento do solo

O comportamento do tremor depende da estrutura geológica da área. Nas chamadas “falhas normais”, o solo se desloca na vertical. Já nas “falhas de deslizamento”, os blocos de rocha roçam um no outro na horizontal, como acontece na famosa Falha de San Andreas, na Califórnia.

Para medir a força dos sismos, cientistas usam escalas de magnitude. Abalos entre 3 e 4,9 são classificados como leves, e eventos acima de 8 são considerados intensos.

Valdívia, em 1960, tem o maior sismo já registrado

O maior terremoto da história ocorreu em Valdívia, no Chile, em 1960, com magnitude 9,5. O desastre deixou mais de 1,6 mil mortos e gerou tsunamis que se espalharam pelo Pacífico.

Em média, pelo menos um terremoto de magnitude 8 acontece em algum ponto do planeta a cada ano. Esses eventos provocam cerca de 10 mil mortes por ano.

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Taiwan sente tremor de magnitude 7,4 a 150 km da capital

Em 2 de abril de 2024, Taiwan registrou um tremor de magnitude 7,4 na escala Richter. O abalo foi sentido na cidade de Hualien e a cerca de 150 quilômetros da capital, Taipei, conforme informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Por que a prevenção pode salvar vidas

O desabamento de edifícios responde pela maioria das vítimas fatais, mas a destruição costuma ser agravada por deslizamentos de terra, incêndios, inundações ou tsunamis. Os tremores secundários que surgem nos dias seguintes a um grande abalo também atrapalham o resgate e podem causar mais mortes e destruição.

Diante desse cenário, especialistas afirmam que muitas mortes podem ser evitadas com planejamento de emergência, conscientização pública e a construção de edifícios projetados para não colapsar durante um sismo.

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