Aneel aprova reajuste médio de cerca de 16% nas tarifas da RGE, no Rio Grande do Sul

Reajuste da RGE é motivado pela recomposição dos custos e receitas perdidas após as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul.

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Alerta: conta de luz sobe 16% | Foto: Jeane de Oliveira / FDR

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste das tarifas da RGE, distribuidora que atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul, com aumentos significativos para consumidores residenciais e industriais. De acordo com a agência, o aumento médio para todas as classes de consumo ficou em cerca de 16%.

Os clientes que utilizam energia em suas residências enfrentarão um acréscimo estimado em 14,97%, enquanto grandes indústrias e empresas registrarão um aumento médio mais expressivo de 19,02%.

Justificativa Regulatória: Recomposição Pós-Desastre

O principal fator que impulsionou este reajuste é a necessidade de recomposição financeira da distribuidora de energia. Segundo a Aneel, grande parte do aumento está diretamente ligada aos custos e receitas perdidas após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano de 2024.

Na época da devastadora tragédia, as tarifas de energia foram mantidas sem qualquer reajuste. Essa medida foi implementada com o objetivo de mitigar o impacto econômico e social causado pelo desastre natural.

Para compensar os custos e as receitas que foram temporariamente absorvidos pela distribuidora, a agência reguladora reconheceu um ativo regulatório no valor de R$ 1,233 bilhão. Este montante deverá ser quitado de forma gradual, com pagamento previsto até o ano de 2027.

Fatores Operacionais e Financeiros do Reajuste

Além da recomposição pós-desastre, outros custos operacionais e de infraestrutura foram determinantes para a definição dos novos valores. Os custos relacionados à geração e à transmissão de energia também influenciaram diretamente o percentual de aumento aplicado aos consumidores.

A Aneel explicou que o reajuste considera a soma de diversos componentes. São considerados os componentes financeiros dos ciclos tarifários atuais e do ciclo imediatamente anterior, somados aos custos regulares de manutenção e garantia do fornecimento contínuo da energia elétrica.

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Esse mecanismo de cálculo visa garantir que a distribuidora tenha recursos para cobrir não apenas os custos de operação diária, mas também os prejuízos acumulados no período em que os valores foram congelados, em 2024.

O reconhecimento deste ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão é, portanto, um instrumento técnico para equilibrar as contas da empresa e assegurar a continuidade do serviço público em um cenário de custos elevados e eventos climáticos extremos.

Os consumidores devem acompanhar os detalhes específicos de suas contas, pois o impacto do reajuste pode variar conforme a bandeira tarifária e o perfil de consumo de cada localidade.

Os dados divulgados pela Aneel reforçam a complexidade da gestão tarifária, que precisa equilibrar a manutenção do serviço essencial com a recuperação financeira de grandes prejuízos operacionais.

É fundamental que os consumidores compreendam que o aumento reflete uma combinação de fatores macroeconômicos, custos de infraestrutura e a necessidade de recuperação de perdas financeiras em períodos de emergência.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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