André Duailibi diz que transplante capilar pode ajudar a combater insegurança profissional
Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS), os homens representaram 84,7% dos pacientes que fizeram transplante capilar em 2024.
André Duailibi, médico especialista na área e diretor do Instituto Duailibi Capilar, explica que a queda de cabelo pode afetar profissionais e empresários de forma mais profunda, com impacto não só na aparência, mas também no networking e na comunicação. Ele alerta que a insatisfação pessoal pode interferir diretamente no comportamento em interações corporativas. A competência sempre será crucial, mas, segundo ele, a imagem é uma forma primária de comunicação e pode gerar insegurança em certos momentos.
O papel social da boa apresentação
Para Duailibi, perder cabelo vai além da estética. O especialista relata receber pacientes que, por causa da calvície, evitam fotografias, vídeos, eventos empresariais e até determinadas posições em reuniões.
Ele avalia que o transplante capilar não transforma ninguém em líder automaticamente, mas pode ajudar a eliminar essa sensação limitante: “Sentir-se confiante impacta diretamente sua postura, comunicação e segurança nas relações profissionais”. Assim, considera o procedimento uma ferramenta para aumentar a autoconfiança no trabalho.
Planejamento individual define resultados
O médico enfatiza a necessidade de planejamento minucioso. Segundo ele, a naturalidade do resultado depende de uma análise de vários fatores em cada paciente, alinhada às expectativas. “Nosso maior erro seria criar uma linha capilar artificial ou incompatível com a idade”, pontua.
Para definir o plano cirúrgico, são avaliados as características do cabelo, a área de onde serão retirados os fios (a chamada área doadora), o grau de calvície e o perfil de quem será operado. Essa etapa inicial serve justamente para estudar o quadro completo.
Retorno à rotina após o transplante
O tempo para retomar as atividades varia conforme a técnica utilizada, a resposta de cada organismo e as obrigações profissionais. Segundo Duailibi, tarefas menos exigentes fisicamente costumam ser retomadas mais rapidamente.
“Na maioria dos casos, o paciente consegue voltar a fazer trabalhos administrativos remotos entre três e quatro dias”, diz. Para eventos presenciais, geralmente se recomenda esperar cerca de uma semana.
Cuidados e escolha do profissional
O sucesso do transplante depende do cumprimento rigoroso das orientações médicas após a cirurgia, como manter a higiene do local, usar corretamente as medicações prescritas e evitar esforço físico nos primeiros dias. “O resultado final é construído ao longo dos meses”, alerta.
O diretor reforça que a escolha de uma equipe médica responsável não pode ser negligenciada. Ele aconselha desconfiar de garantias sem fundamento e evitar decisões baseadas apenas no preço ou em prazos apressados. Para Duailibi, o procedimento deve ser conduzido com segurança, planejamento rigoroso e responsabilidade.
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