American Airlines revisa previsão de resultados e projeta prejuízo em 2026 devido a custos elevados

American Airlines reduz previsão de resultados para 2026
A American Airlines anunciou nesta quinta-feira (23) uma revisão em sua previsão de resultados para 2026, ajustando o limite inferior da faixa para um prejuízo. O aumento significativo nos custos de combustível de aviação, impulsionado pela guerra do Irã, impactou negativamente as margens de lucro da companhia.
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A expectativa é que a conta de combustível de aviação ultrapasse US$ 4 bilhões este ano, com os preços se mantendo elevados, em torno de US$ 4 por galão no segundo trimestre.
Os custos com combustível de aviação, que representam aproximadamente um quarto das despesas operacionais das companhias aéreas, quase dobraram desde o início do conflito, colocando as empresas em uma situação difícil, entre o aumento dos custos e as passagens vendidas a preços fixos.
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O aumento nos preços dos combustíveis ocorreu após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que interromperam o tráfego em um corredor vital para o abastecimento global de petróleo, resultando no maior choque do setor aéreo desde a pandemia da Covid-19.
Impacto nos resultados e estratégias das companhias aéreas
Nos Estados Unidos, apesar da demanda permanecer estável, o aumento dos custos afetou as margens de lucro. Para lidar com essa situação, as companhias aéreas têm adotado medidas como aumentos de tarifas, cortes na capacidade e elevação de taxas para serviços auxiliares, como bagagens despachadas.
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A American Airlines projeta um prejuízo por ação de US$ 0,20 na parte inferior e um lucro de US$ 0,20 na parte superior para o segundo trimestre, em contraste com as expectativas dos analistas, que previam um prejuízo de US$ 0,09, conforme dados da LSEG.
Companhias aéreas com forte presença internacional e ofertas premium tendem a enfrentar melhor a turbulência, uma vez que clientes de maior renda conseguem absorver melhor os aumentos de tarifas. A American Airlines destacou que a receita unitária de sua cabine premium continua a superar a da cabine principal.
Para o ano acumulado, a companhia espera resultados entre um prejuízo de US$ 0,40 por ação e um lucro de US$ 1,10 por ação, revisando sua estimativa anterior que previa lucros entre US$ 1,70 e US$ 2,70.
No trimestre encerrado em 31 de março, a companhia reportou um prejuízo ajustado por ação de US$ 0,40, abaixo dos US$ 0,47 esperados pelos analistas. A receita operacional totalizou US$ 13,91 bilhões, superando as expectativas de Wall Street, que eram de US$ 13,79 bilhões.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



