Alexandre de Moraes e a mulher triplicaram patrimônio em imóveis desde 2017, diz jornal

O casal tem 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões, segundo O Estado de S. Paulo.

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Foto: Reprodução

O patrimônio imobiliário de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, a advogada Viviane, triplicaram o patrimônio imobiliário da família desde que Moraes assumiu uma cadeira na Suprema Corte, em março de 2017. Atualmente, o casal possui 17 imóveis, avaliados em R$ 31,5 milhões.

Nos últimos cinco anos, eles adquiriram, à vista, imóveis que somam R$ 23,4 milhões em Brasília e São Paulo.

Esse levantamento foi realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados de contratos de compra de imóveis registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com a reportagem, o patrimônio imobiliário atual de Moraes e Viviane é três vezes maior do que os R$ 8,6 milhões que possuíam em 12 imóveis até 2017.

Salário e aquisições

Atualmente, Moraes recebe um salário de R$ 46 mil como ministro do Supremo. Em 2017, antes de ser indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB), seu salário era de R$ 33 mil. A maior parte das aquisições imobiliárias foi feita pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma sociedade de Viviane com os filhos do casal, Alexandre e Giuliana.

Embora Moraes não seja sócio da empresa, ele é casado com a advogada sob o regime de comunhão parcial de bens, o que significa que os bens adquiridos durante o casamento pertencem ao casal.

Entre os imóveis adquiridos, destacam-se uma casa em um bairro nobre de Brasília, um apartamento em Campos do Jordão (SP) e dois apartamentos no Jardim América, uma área valorizada de São Paulo.

Suspeitas e investigações

A atuação de Moraes no Supremo foi colocada sob suspeita após o jornal O Globo revelar, no ano passado, que Viviane firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, que está sendo investigado por fraudes no sistema financeiro. Na ocasião, o jornal também informou que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para tratar de interesses relacionados ao Banco Master.

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Além disso, Moraes trocou mensagens com o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, que se encontra na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, devido às fraudes envolvendo o Master. Atualmente, o ex-banqueiro está em processo de delação premiada.

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