Alcolumbre elogia Lula por admitir erro na “taxa das blusinhas”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), elogiou nesta quarta-feira (26) a postura do presidente Lula.
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A declaração ocorreu depois que Lula reconheceu publicamente ter sido um erro aprovar a cobrança de imposto sobre compras internacionais, a chamada “taxa das blusinhas”. O senador destacou essa mudança na política tributária e os próximos passos para acabar com a alíquota federal cobrada nessas transações.
Acordo político visa fim gradual do imposto internacional
Em almoço com Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ficou acertado que a medida provisória que revoga a taxa será aprovada.
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A MP foi assinada por Lula em 12 de maio e perde a validade se não for votada. A comissão mista que vai analisar a MP deve ser instalada na terça-feira, 1º de setembro.
Alcolumbre parabenizou o presidente por admitir o erro e disse que não é justo quem viaja poder comprar até US$ 2.000 sem pagar imposto enquanto o cidadão humilde paga taxa em compras de US$ 50.
Contexto do debate tributário das importações
A cobrança, apelidada de “taxa das blusinhas”, foi criada em 2024 e defendida pela equipe econômica para dar isonomia às empresas brasileiras. A medida teve apoio dos então presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco.
Inicialmente, houve um acordo entre esses partidos políticos visando a aprovação sem veto presidencial dessa taxa que impunha o Imposto de Importação federal na compra internacional.
O desgaste político levou ao reconhecimento do erro. Apesar desse suporte no início, em março deste ano, os dados coletados pela pesquisa Atlas Intel — realizada em parceria com Bloomberg —, apontaram 62% das pessoas entrevistadas considerando esse novo tributo como grande equívoco por parte do presidente.
Esse revés público fez mudar estratégias internas dentro da administração pública. Com isso, até mesmo as alas políticas passaram a defender internamente e publicamente o fim gradual desta cobrança para melhor se posicionar diante dos eleitores nas próximas eleições presidenciais de outubro.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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Redação Clique Fatos
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