AGU defende na Itália a extradição de Carla Zambelli

Manifestação foi enviada à Corte de Cassação italiana no segundo pedido de extradição da ex-deputada, condenada pelo STF.

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Armada, Carla Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022 | Foto: Reprodução
Armada, Carla Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo às vés...
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A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta quinta-feira (25) uma manifestação à Justiça italiana defendendo a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil.

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O documento foi protocolado na Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano. Na manifestação, o governo brasileiro reafirmou seus compromissos internacionais de cooperação jurídica em matéria penal.

“A posição adotada pelo Estado nacional segue rigorosamente todos os parâmetros estabelecidos tanto no Tratado de Extradição firmado pela República Federativa do Brasil com a Itália quanto pelas normas jurídicas globais aplicáveis à matéria criminal”, declararam representantes da AGU.

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Processo busca o retorno da ex-deputada

Com a nova manifestação, espera-se que a Corte italiana decida nas próximas semanas se Zambelli deve ser enviada ao Brasil. Segundo a AGU, “a manifestação detalha como os compromissos de cooperação jurídica internacional são observados pelo Brasil no âmbito penal”.

Antecedentes: condenação por perseguição armada

Este segundo pedido de extradição se refere ao episódio da véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu com uma arma Luan Araújo após uma discussão nos Jardins, em São Paulo. Pelo caso, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a condenou a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

Com dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil antes da execução da pena, fato central no atual processo de extradição.

Outro processo e soltura na Itália

Em maio, a Corte de Cassação anulou a decisão que havia autorizado a extradição no primeiro pedido e determinou que ela fosse solta. Esse primeiro pedido se refere à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, caso em que a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão.

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