Advogado da Trump Media diz que classificação de PCC e CV como terroristas não ameaça a soberania do Brasil

Segundo ele, a designação americana não autoriza intervenção militar e mira o financiamento e a logística das facções.

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Foto: Reprodução

Advogado defende que designação do PCC e do CV não ameaça a soberania

Em declaração pública, o advogado que representa a Trump Media afirmou que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos não ameaça a soberania brasileira.

A defesa, divulgada na quinta-feira (28 de maio de 2026), enfatizou que a decisão visa combater grupos criminosos, e não o Brasil em si. O advogado ressaltou que a soberania de um país reside na capacidade de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas exerçam poder sobre o Estado.

Segundo o comunicado, a designação americana não autoriza automaticamente intervenção militar no Brasil. A argumentação se concentra em ampliar as ferramentas disponíveis para combater o financiamento, a logística e as redes de apoio dessas organizações criminosas, identificando seus pontos de vulnerabilidade.

Críticas à reação do governo brasileiro

O advogado expressou surpresa com as preocupações sobre a soberania, destacando que as principais vítimas da perda de soberania são os cidadãos brasileiros afetados pelo domínio criminoso. Ele questiona por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça regional.

A defesa propõe que o Brasil adote uma postura mais proativa, com cooperação internacional, inteligência financeira, extradições e uma estratégia nacional para recuperar territórios dominados pelo crime organizado. A solução, segundo o advogado, não reside em “indignação performática”, mas em ações concretas para combater a criminalidade.

Foco na ameaça transnacional

O comunicado esclarece que a designação do PCC e do CV como organizações terroristas não transforma o Brasil em alvo. A ação visa combater organizações criminosas que representam uma ameaça transnacional, focando em suas vulnerabilidades específicas. A medida também não autoriza automaticamente intervenção militar no território brasileiro.

O advogado argumenta que a preocupação com a soberania é, em grande parte, uma reação exagerada, criada para gerar pânico político. O objetivo real é ampliar as ferramentas para combater o financiamento, a logística e as redes de apoio dessas facções criminosas.

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