Advogado solicita ao STF investigação e destituição do chefe de gabinete de Moraes

Denúncia aponta que servidora coordenou inquéritos com falhas e com fundamento no perfil político dos indiciados.

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O Partido Novo solicitou ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que inicie um processo administrativo disciplinar contra Cristina Yukiko Kusahara Gomes, assessora do ministro Alexandre de Moraes.

A acusação afirma que a servidora agiu ilegalmente na elaboração e coordenação de relatórios e operações, da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, para sustentar decisões judiciais no STF e no próprio TSE.

A partir de 2022, a AEED passou a exercer funções investigativas e de monitoramento focadas em indivíduos específicos, fundamentadas em suas posições políticas.

O documento indica que esse desvio de função se acentuou após os atos de 8 de janeiro de 2023, quando, segundo o partido, a equipe passou a emitir “certidões positivas”, classificando investigados como culpados apenas por manifestações em redes sociais, uso de símbolos nacionais ou participação em protestos.

A reportagem menciona matérias jornalísticas e mensagens trocadas atribuídas a Cristina e outros assessores próximos a Moraes. Alguns dos textos contêm ordens para a infiltração de agentes em grupos privados de WhatsApp e Telegram, pressão sobre servidores do TSE e orientação direta para manter pessoas detidas com base no perfil político que elas adotavam nas redes sociais.

A denúncia alega que a servidora coordenou a operação de custódia dos presos do 8 de Janeiro ao emitir “certidões positivas” que indicariam quem deveria permanecer detido.

Em certas situações, o partido alega que houve falhas na investigação, o que levou à manutenção de prisões mesmo com documentos que apontavam para a sua revogação, como no caso da aposentada Vildete da Silva Guardia, que ficou detida por 21 dias e foi novamente presa em 2025.

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A acusação também inclui relatos de assédio moral contra servidores e de interferência em áreas fora do alcance da servidora, uma vez que Cristina ocupa cargo no STF e não no TSE.

O Partido Novo sustenta que as condutas infringem dispositivos da Lei nº 8.112/1990, do Código de Ética dos Servidores do STF e do Código de Processo Penal, e requer que, após o devido processo legal, seja aplicada a sanção de demissão.

A CNN solicitou ao STF esclarecimentos sobre o pedido e aguarda resposta.

Fonte por: CNN Brasil