Adriano Pires pede que governo Lula paralise medidas de energia até eleição

O economista Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) e coordenador da área de energia no programa do candidato Flávio Bolsonaro (PL), fez um apelo direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele pediu que o Executivo paralise qualquer nova medida voltada ao setor energético enquanto o processo eleitoral não for definido.
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A declaração foi dada à CNN nesta semana.
“É hora de desligar o rádio”, afirmou Pires, referindo – se à necessidade de cessar as ações governamentais na área. O economista destacou a imprevisibilidade da disputa eleitoral e as profundas diferenças de visão entre as duas campanhas que, segundo ele, têm mais chances de vitória nas urnas. “Isso só gera insegurança e imprevisibilidade sobre o que estará valendo daqui a algumas semanas”, completou.
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Incerteza no setor energético
Para Pires, o cenário atual de indefinição política acaba contaminando as decisões de investimento e a própria operação do setor. Ele argumenta que, com a polarização, qualquer anúncio do governo pode ser interpretado como eleitoreiro ou, pior, pode ser rapidamente revertido após a eleição, dependendo do resultado.
O coordenador da área de energia na campanha de Flávio Bolsonaro criticou a falta de previsibilidade. Na visão dele, o governo Lula deveria adotar uma postura de “stand – by” regulatório até que o novo mandato — seja qual for o vencedor — comece a valer de fato. “O mercado precisa de sinais claros, e o que temos é uma confusão de sinais”, disse.
O papel do governo na transição
A declaração de Adriano Pires ocorre em um momento de intensa movimentação no setor de energia, com discussões sobre subsídios, preços de combustíveis e políticas de transição energética. O governo Lula, por sua vez, tem adotado medidas para tentar conter a inflação e garantir o abastecimento, mas enfrenta críticas de diferentes setores.
Pires, que é uma voz influente na área de infraestrutura, sugere que o melhor caminho é aguardar o desfecho das urnas. “Não adianta tomar decisões agora que podem ser desfeitas em poucas semanas. Isso gera custo e desconfiança”, concluiu o economista.
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A fala reflete a tensão pré – eleitoral que domina o debate público no país.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



