A análise indica que o Brasil buscaria a Organização Mundial do Comércio teria um impacto prático restrito

Ex-diretor da OMC declara que o recurso do Brasil contra tarifas dos EUA teria um caráter mais simbólico, porém pode ser útil para manifestar a posição …

tagreuters.com2022binary_LYNXMPEI940M4-FILEDIMAGE

O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, comentou, durante sua participação no programa WW, a possibilidade de o Brasil recorrer à entidade contra as tarifas impostas pelo governo americano. Segundo Azevedo, o impacto prático dessa ação seria muito limitado, tendo um efeito mais simbólico do que efetivo.

Azevêdo explicou que, apesar do litígio na OMC ter pouca eficácia prática no momento, a organização ainda pode ser utilizada como um espaço para o Brasil apresentar sua posição e criticar as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Opções diplomáticas e econômicas

Azevêdo propôs que, além de buscar a OMC, o Brasil explorasse outras opções para enfrentar a situação. Ele destacou a relevância do setor privado, estimulando o diálogo entre as empresas brasileiras e seus pares nos Estados Unidos.

O setor privado deve dialogar com seus pares nos Estados Unidos. Há muitas empresas americanas que sofrerão prejuízos caso uma tarifa seja implementada, afirmou Azevêdo, ressaltando o impacto negativo para diversos setores importantes.

O ex-diretor da OMC também propôs a criação de mecanismos de consulta entre Brasil e Estados Unidos em áreas como alta tecnologia e mídias sociais. Ele afirmou que isso poderia auxiliar a “salvar as aparências” e proporcionar um espaço para diálogo e resolução de problemas entre os dois países.

Contexto político e econômico

A análise sobre o acordo da OMC se dá em um período de tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. As tarifas aplicadas pelo governo americano têm causado preocupações no setor produtivo brasileiro e suscitado dúvidas sobre as estratégias diplomáticas e econômicas a serem utilizadas pelo país.

Azevêdo destacou a relevância de “pensar fora da caixa” para encontrar soluções que reduzam o impacto das medidas americanas e assegurem os interesses comerciais do Brasil. A busca por alternativas diplomáticas e econômicas se mostra fundamental diante dos desafios apresentados pelo cenário internacional contemporâneo.

Leia também

Fonte por: CNN Brasil