68% das empresas brasileiras aumentam presença no escritório para fortalecer cultura

A pesquisa da Robert Half destaca que empresas brasileiras buscam fortalecer a cultura organizacional para aumentar a presença de colaboradores nos escritórios.

09/08/2026 09:20

3 min

Av. Brigadeiro Faria Lima
Av. Brigadeiro Faria Lima

O fortalecimento da cultura organizacional tem se mostrado crucial para que empresas brasileiras aumentem a presença de seus colaboradores nos escritórios. Essa conclusão é parte de uma pesquisa realizada pela Robert Half, onde 68% das empresas entrevistadas destacaram essa motivação.

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Outros fatores, como a melhoria da comunicação e colaboração, foram apontados por 63% dos participantes, enquanto 59% mencionaram a necessidade de integração e supervisão. O aumento da produtividade também foi citado, por 50% das organizações, e as diretrizes de lideranças globais foram mencionadas por 34% dos respondentes.

A pesquisa revela que o modelo de trabalho adotado pelas empresas varia conforme suas necessidades específicas. Atualmente, 66% das organizações percebem uma alta necessidade de colaboração presencial entre os funcionários. Além disso, 51% classificam suas operações como moderadamente previsíveis, o que indica uma busca por um equilíbrio entre atividades presenciais e remotas.

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Desafios na implementação do trabalho presencial

Vitor Silva, diretor de mercado da Robert Half, comentou sobre o principal desafio enfrentado pelas empresas: encontrar o equilíbrio certo entre pessoas, cultura e resultados de negócio. “Quando os critérios são transparentes, as expectativas estão alinhadas e as decisões são comunicadas de forma consistente, as organizações tendem a conquistar maior adesão dos profissionais”, afirmou ele.

Essa afirmação ressalta a importância de um ambiente onde todos se sintam parte do processo decisório.

A pesquisa também aponta que empresas que dependem fortemente da interação entre áreas e da coordenação para tomadas de decisões conjuntas são mais propensas a estabelecer um número maior de dias presenciais. Por outro lado, negócios com operações previsíveis e equipes autônomas têm mais flexibilidade para manter modelos híbridos sem afetar a produtividade.

Essa distinção entre os tipos de operação reflete como diferentes setores podem adaptar suas estruturas de trabalho para atender às demandas específicas do mercado.

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Além disso, Silva alertou que mudanças frequentes no formato de trabalho podem não resolver problemas estruturais que muitas vezes têm raízes na cultura organizacional, na liderança ou nas práticas de gestão. A adaptação à nova realidade do trabalho hibrido deve ser feita com cautela, considerando as particularidades da empresa e seu histórico cultural.

Essa análise se torna ainda mais relevante em um cenário econômico que exige flexibilidade e inovação das companhias. À medida que as dinâmicas de mercado mudam, entender como a cultura organizacional pode influenciar essas transições será fundamental para garantir o sucesso a longo prazo das empresas brasileiras.

Concluindo, o fortalecimento da cultura organizacional é um aspecto vital para o futuro das relações profissionais no Brasil. À medida que mais empresas buscam formas eficazes de integrar seus colaboradores ao ambiente presencial, compreender as nuances desse processo será essencial para maximizar tanto a satisfação dos funcionários quanto os resultados financeiros.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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