6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura debate justiça climática e cultura viva

Encontro em Aracruz (ES), com a presença de Lula e da ministra Margareth Menezes, teve a justiça climática como eixo; a delegação gaúcha levou propostas para a Política Cultura Viva.

3 min

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura Promete Debates sobre Justiça Climática e Cultura Viva

Mais de 10 mil pessoas se reuniram em Aracruz, no Espírito Santo, a partir de terça-feira (19 de maio), para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. O evento reuniu representantes de todo o Brasil em um encontro focado em políticas culturais, participação social e justiça climática.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após 12 anos sem uma edição nacional, a Teia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, no dia 21.

Delegação Gaúcha Representa o Estado no Encontro Nacional

A delegação do Rio Grande do Sul, composta por cerca de 30 representantes eleitos durante o 12º Fórum Estadual de Pontos e Pontões de Cultura, busca consolidar a representação da cidadania gaúcha. O Comitê Gestor da Política Cultura Viva do RS, liderado por André de Jesus, é um dos pilares desse grupo, que também elegeu Virginia Borges como representante nacional da Comissão de Pontos e Pontões de Cultura para o biênio 2026-2028.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foco na Justiça Climática e Cultura Viva

O eixo central da 6ª Teia Nacional é a “Cultura Viva pela Justiça Climática”. Durante o fórum estadual, que reuniu 133 participantes, foram debatidas e aprovadas propostas que visam a garantia da permanência dos pontos de cultura, mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para facilitar parcerias com comunidades tradicionais, e o apoio ao programa de proteção de mestres e mestras das culturas populares.

A valorização da cultura viva comunitária transfronteiriça também foi um ponto central.

Propostas para Fortalecer a Cultura Viva

As discussões apontaram a necessidade de criação de comitês municipais paritários ligados ao Comitê Nacional de Cultura Viva, além do desenvolvimento de uma plataforma de comunicação integrativa entre os comitês. Uma proposta prevê a criação de um fundo financeiro de recursos, enquanto outros projetos incluem a formação descentralizada em economia solidária, o uso de prédios públicos desocupados pelos Pontos de Cultura e a destinação de recursos para ações promovidas nos territórios culturais.

O documento também propõe a criação de fundos municipais, estaduais e nacionais da Cultura Viva, com recursos oriundos de leis de incentivo, loterias e renúncias fiscais.

Leia também

Expectativas e Contribuições da Delegação Gaúcha

Produtor cultural do Ponto de Cultura Co.at, de Venâncio Aires, Djalma da Silva, espera que o encontro fortaleça redes e contribua para a construção de políticas públicas mais inclusivas. Virginia Borges destaca o reencontro entre agentes culturais após anos de desmonte das políticas culturais brasileiras, enquanto Paty Afonso, representante do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Rio Grande do Sul, reafirma o protagonismo histórico do estado na construção da Política Cultura Viva, impulsionada pela Política Nacional Aldir Blanc.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!