5º Colóquio Pátria em Havana: Comunicação Política e Resistência na América Latina

Cerca de 150 delegados discutiram em Havana os desafios da comunicação na América Latina.

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Foto: Reprodução

5º Colóquio Pátria debate comunicação política em Havana

Na quinta-feira (16), começou em Havana o 5º Colóquio Pátria. O evento se estabeleceu como um importante fórum para o debate e o intercâmbio de experiências em comunicação política, sempre alinhada às lutas dos povos. O encontro ocorre em um cenário marcado pela pressão dos Estados Unidos contra a Revolução Cubana.

Especialistas debatem América Latina e Sul Global

A quinta edição do colóquio reuniu cerca de 150 delegados, incluindo jornalistas, pesquisadores e militantes de diversas nações. O foco principal é discutir os desafios enfrentados pela comunicação na América Latina e na região do Sul Global.

Marco histórico e programação

A relevância do encontro é acentuada pelo fato de ocorrer no aniversário de 65 anos da declaração do caráter socialista da Revolução Cubana, além de marcar mais um aniversário da vitória em Playa Girón. A abertura contou com a presença do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que visitou a feira expositiva.

Até o sábado, a programação promete ser intensa, englobando oficinas de formação, palestras, debates e exposições. O tema central é a comunicação digital contemporânea, vista sob uma ótica emancipadora e contra-hegemônica.

Comunicação como ferramenta política

No painel “América Latina como laboratório de intervenção digital”, na sexta-feira (17), um dos pontos centrais foi a necessidade de construir narrativas e contranarrativas. Um dos participantes, Fideles, compartilhou a experiência do Brasil de Fato.

O papel da comunicação nas disputas sociais

Fideles defendeu que não se pode separar o trabalho de comunicação do ativismo político. Ele enfatizou a importância de colocar a construção de narrativas no centro das lutas regionais. Contudo, fez um alerta crucial sobre os limites dessa ferramenta.

Segundo ele, a comunicação, por si só, não resolverá os problemas políticos. É fundamental, mas não substitui a construção de forças sociais. Essa visão protege contra ilusões perigosas de soluções mágicas.

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Jornalismo de esquerda e solidariedade internacional

A partir da vivência do Brasil de Fato, Fideles defendeu a possibilidade de um jornalismo profissional com forte alinhamento a um projeto político de esquerda. Ele rejeitou a ideia de que é preciso escolher entre rigor jornalístico e posicionamento ideológico.

O jornalista ressaltou que é preciso encarar as contradições políticas com serenidade, confiando na capacidade de pensamento do povo. Ele concluiu que a comunicação deve estar intrinsecamente ligada ao processo político, alertando que o abandono de Cuba enfraqueceria a humanidade.

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