26% dos profissionais brasileiros usam IA todo dia, ante 14% no mundo; o que isso sinaliza

A pesquisa da PwC também aponta que 83% dos brasileiros ouvidos dizem que a IA melhora a qualidade do trabalho, enquanto 79% relatam mais produtividade.

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Foto: Reprodução/Exame

O uso de inteligência artificial (IA) no trabalho cresce entre profissionais brasileiros, e 26% dizem recorrer à tecnologia todos os dias, contra 14% na média global. Os dados são da pesquisa Global Hopes and Fears 2025, da PwC, divulgada em janeiro de 2026.

Entre os brasileiros ouvidos, 83% afirmam que a IA melhora a qualidade do trabalho e 79% relatam aumento de produtividade. Estudos recentes apontam que a especialização técnica e a capacidade de atuar em diferentes áreas podem influenciar a competitividade profissional.

Uso diário de IA ainda é minoria

Nos 12 meses anteriores à pesquisa, 71% dos profissionais brasileiros usaram ao menos uma ferramenta de IA. No levantamento global, o índice foi de 54%.

Já os agentes de IA, sistemas que executam tarefas de forma autônoma, são usados diariamente por 10% dos brasileiros. A pesquisa aponta uma diferença entre experimentar essas ferramentas e incorporá-las à rotina.

Habilidades exigidas mudam mais rápido

O Barômetro de Empregos de IA 2026, também produzido pela PwC, analisou mais de 1 bilhão de anúncios de vagas. Nas ocupações mais expostas à tecnologia, as competências exigidas mudam mais de duas vezes mais rápido do que nas demais.

No Brasil, a parcela das vagas que pedem habilidades em IA subiu de 1,1% para 3,6% entre 2024 e 2025. Já o Fórum Econômico Mundial calcula, no Future of Jobs Report 2025, que 39% das competências exigidas pelas empresas devem mudar até 2030.

O mesmo relatório estima que 59% dos trabalhadores precisarão passar por algum processo de requalificação. A combinação de conhecimentos tecnológicos e habilidades humanas também aparece entre os requisitos para funções em crescimento.

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Especialização e competências humanas ganham peso

O Barômetro da PwC compara empregos “profissionalizados” pela IA, nos quais a tecnologia assume tarefas rotineiras e aumenta a demanda por expertise humana, com funções “democratizadas”, em que a ferramenta facilita o trabalho de quem não é especialista.

Globalmente, os empregos profissionalizados crescem duas vezes mais rápido que os democratizados, e seus salários avançam 42% mais rápido. A edição brasileira do estudo afirma que a vantagem não depende apenas de usar tecnologia, mas também de desenvolver competências com forte componente humano.

Nos empregos mais expostos à IA, novas tarefas que exigem empatia, julgamento e criatividade surgem 2,5 vezes mais rápido. O Fórum Econômico Mundial também considera o pensamento analítico essencial para cerca de 70% das empresas consultadas.

Curiosidade e aprendizado contínuo estão entre as habilidades que devem ganhar importância até 2030, assim como resiliência, flexibilidade e agilidade.

Formação continuada é uma das opções

Entre as alternativas de formação está o MBA Online em Inteligência Artificial para Negócios, da EXAME Saint Paul. Integrado à Black Friday EXAME Saint Paul, o curso se propõe a aprofundar conhecimentos sobre IA aplicada a negócios e ampliar a visão profissional.

Os relatórios Global Hopes and Fears 2025 e Barômetro de Empregos de IA 2026 podem ser consultados no site da PwC Brasil. O Future of Jobs Report 2025 está disponível na página do Fórum Econômico Mundial; as publicações apresentam detalhes da metodologia e recortes por país.

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