Brasil gera 121.305 empregos com carteira em setembro, 43,5% a menos que um ano antes

Serviços responderam por 81.241 vagas e a agropecuária perdeu 4.381 postos, segundo o Caged; no ano, o saldo é de 1.248.914 empregos, queda de 27,9%.

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Homem folheia carteira de trabalho; por impacto do coronavírus, dados do Caged não serão divulgados | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Homem folheia carteira de trabalho; por impacto do coronavírus, ...
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O Brasil criou 121.305 vagas de trabalho formal em setembro deste ano, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados na quarta-feira (4) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O saldo veio de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos no período.

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O número ficou bem abaixo do registrado um ano antes. Em setembro de 2025, o país abriu 214.609 empregos com carteira assinada, e o resultado deste ano representa uma queda de 43,5% nessa comparação. Frente a agosto, quando foram criados 161.062 postos, a retração foi de 24,7%.

Saldo acumulado de 2026 cai 27,9% no ano

Nos primeiros nove meses de 2026, o Brasil acumula 1.248.914 empregos formais. No mesmo período de 2025, foram abertas 1.731.398 vagas, o que dá uma queda de 27,9% em 2026.

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Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o saldo chegou a 787.073 postos, com crescimento de 1,65% no estoque de vínculos. Com o resultado de setembro, o país passou a ter 48.359.577 vínculos ativos.

Serviços lideram vagas, e agropecuária fecha postos

Em setembro, quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas tiveram saldo positivo. O setor de serviços se destacou, com 81.241 postos, alta de 0,34% em relação ao mês anterior. Dentro dele, as atividades administrativas e serviços complementares somaram 18.386 vagas, e a saúde humana e serviços sociais, 15.403.

A indústria teve o segundo maior saldo, com 19.285 empregos formais, seguida pelo comércio, com 15.697 vagas. A construção civil criou 9.468 postos, puxada pelas obras de infraestrutura, com 4.669 novas vagas.

A agropecuária foi o único setor com saldo negativo no mês, com o fechamento de 4.381 postos. A queda veio principalmente do cultivo de café (-5.548) e de alho (-1.396). No acumulado do ano, porém, todos os cinco grandes grupos cresceram: serviços têm 775.774 postos, construção civil 207.434 e indústria 188.563.

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Em setembro, 26 das 27 unidades federativas registraram saldo positivo. Em números absolutos, São Paulo liderou com 19.391 vagas, seguido por Pernambuco, com 13.371, e Alagoas, com 11.110.

Em termos relativos, Alagoas teve a maior alta, de 2,47%, seguida pelo Amapá, com 1,35%, e Roraima, com 1,23%. O Rio Grande do Sul foi o único estado no vermelho, com o fechamento de 2.937 postos, retração de 0,10%.

Salário médio de admissão tem leve queda no mês

O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, queda de 0,05% em relação a agosto, quando estava em R$ 2.430,51. Na comparação com setembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.384,50, houve alta de 1,88%.

Entre os vínculos típicos, a média de admissão ficou em R$ 2.480,24. Já os trabalhadores com vínculos não típicos receberam, em média, R$ 2.054,61. Dos postos criados no mês, 78,1% foram vínculos típicos, somando 94.729 vagas, enquanto 21,9% foram não típicos, com 26.576 postos.

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