Mais de 10 mil pacientes aguardam cirurgias em Cuba, diz vice-ministra da Saúde

Mais de 10 mil pacientes aguardam cirurgias em Cuba
Mais de 10 mil pacientes aguardam por cirurgias em Cuba, um retrato alarmante da situação sanitária do país. Entre eles, mais de 5 mil necessitam de intervenções relacionadas a doenças oncológicas, evidenciando a urgência da demanda por atendimento especializado.
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A informação foi revelada pela vice-ministra da Saúde Pública (Minsap), Carilda Peña García, nesta terça-feira (9), durante uma participação na televisão cubana, destacando as dificuldades enfrentadas pelo setor para manter os serviços de saúde em meio à atual crise.
Dificuldades e impacto das sanções
A situação é agravada pelo endurecimento das medidas coercitivas unilaterais impostas pelo governo dos Estados Unidos, que afetam diretamente o sistema de saúde e a população cubana. Cerca de 2.900 pacientes em hemodiálise têm os tratamentos prejudicados pelas falhas no fornecimento de água e eletricidade, o que agrava as condições de atendimento para milhares de pessoas que dependem do sistema público de saúde.
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A vice-ministra lembrou que esses problemas fazem parte de uma política de pressão econômica que afeta o país há décadas.
Prejuízos econômicos e impacto na saúde
Dados do governo cubano apresentados à Assembleia Geral da ONU indicam que, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, os prejuízos econômicos causados pelo bloqueio a Cuba ultrapassaram 288 milhões de dólares apenas no setor da saúde. Essas cifras se traduzem em hospitais sem recursos, consultas suspensas e tratamentos que deixam de chegar a quem mais precisa.
A escassez de energia, que se intensificou desde o fim de janeiro com a ameaça de sanções dos EUA, obriga muitos estabelecimentos de saúde a operar abaixo de sua capacidade, limitando o acesso da população a um atendimento adequado.
Medidas de emergência e desafios
O Ministério da Saúde Pública informou que medidas vêm sendo adotadas para reduzir os impactos da crise, incluindo a instalação de painéis solares em hospitais e a busca por alternativas de transporte para os profissionais de saúde. No entanto, diante da dimensão das dificuldades, o setor precisa adotar medidas de reengenharia para não fechar nenhuma unidade de saúde, manter os serviços na medida do possível e utilizar os recursos disponíveis de forma eficiente.
A vice-ministra lamentou que muitos acompanhamentos e tratamentos já não possam ser realizados adequadamente, afetando pacientes crônicos que necessitam de consultas, exames e reabilitação.
A crise sanitária em Cuba
A situação em Cuba representa um desafio humanitário complexo, com milhares de pessoas vendo seu acesso a serviços de saúde comprometido. As declarações do Ministério da Saúde Pública, somadas à denúncia do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, sobre o impacto das sanções na saúde da população, evidenciam a urgência de uma solução.
A falta de insumos, medicamentos e equipamentos médicos, agravada pela escassez de energia, afeta pacientes que dependem do sistema público.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Internacional
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