Zema, candidato do Novo, promete privatizar a Petrobras

Ex-governador de Minas defende ajuste fiscal e privatizações; relação com os Bolsonaro se desgastou.

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SP – SAO PAULO – 09/25/2023 – SAO PAULO, LIDE DEBATE LUNCH, ROMEU ZEMA – Governor of the State of Minas Gerais Romeu Zema (new party) participates this Monday (25) in the LIDE Debate Lunch (group of business leaders ) at the Hotel Palacio Tangara in Sao Paulo. Photo: Suamy Beydoun/AGIF (Photo by Suamy Beydoun / AGIF via AFP)

Romeu Zema Neto é o candidato do partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026 e busca seu primeiro mandato no Palácio do Planalto aos 61 anos.

Nascido em Araxá, Triângulo Mineiro, dia 28 de outubro de 1964, empresário formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele oficializou sua candidatura ao cargo máximo na esfera federal. O anúncio ocorreu durante uma convenção nacional realizada em Brasília pelo próprio Partido Novo, que já havia estabelecido a disputa para as urnas deste ano.

Plataforma econômica: privatizações como pilar central

Em declarações recentes sobre o futuro governo, Zema enfatiza um foco intenso no ajuste fiscal e nas reformas estruturais do país. Ele prometeu adotar medidas rigorosas com vistas à redução dos gastos públicos brasileiros. “O Brasil precisa de quatro choques na área fiscal”, afirmou o candidato. “Primeiro, eu quero privatizar tudo, começando pela Petrobras”. Essa é uma bandeira forte da sua plataforma política.

Como governador de Minas por mais de sete anos, ele defendeu a desestatização de empresas estaduais. O ex-governador reforça que essa experiência comprova os mecanismos necessários para desestatização e eficiência econômica no nível nacional.

Trajetória profissional: do conglomerado familiar ao governo estadual

A carreira de Zema está profundamente ligada à família empresária; bisneto de Domingos Zema, fundador original do Grupo Zema — um grupo atuante desde 1923 —, o político construiu sua trajetória dentro deste tradicional empreendimento da região Mineira.

O grupo atua em varejo, concessionárias, distribuição de combustíveis e serviços financeiros. Ele dirigiu o grupo até 2016, quando deixou a empresa para se dedicar à política.

Ele iniciou no cenário partidário nas eleições de 2018, ano que marcou seu primeiro mandato como governador de Minas Gerais após derrotar Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB). Zema foi reeleito governador de Minas em 2022.

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Ao longo do tempo, sua filiação ideológica também passou por ajustes. Embora tenha começado a carreira com vínculo ao PL entre os anos de 1999 até 2018, ele se apresentou no Novo buscando uma opção política “diferente”.

A candidatura presidencial exigiu que seu perfil financeiro fosse atualizado junto à Justiça Eleitoral; assim, na data de 7 de agosto, ex-governador declarou seus bens novamente perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), registrando um aumento significativo em relação aos valores anteriores.

Relação tensa e alinhamento político

Em períodos passados — tanto nas eleições estaduais de Minas Gerais nos ciclos de 2018 quanto os de 2022 —, Romeu Zema apoiou publicamente Jair Bolsonaro durante suas campanhas presidenciais. Ele também defendeu a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Contudo, o relacionamento entre o mineiro empresário e setores da família bolsonarista sofre desgaste desde que se tornou pré-candidato presidencial. Um ponto de atrito foi a revelação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme sobre o pai; Zema reagiu: “Não concordo com quem lida com esse banqueiro que mostrou ser um grande bandido”.

Declarações como essa geraram reação imediata no campo apoiador do grupo político mais amplo. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por exemplo, utilizou o X para defender seu irmão e sugerir uma possível ruptura política em relação ao Partido Novo.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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