Zanin suspende julgamento sobre eleição no Rio após renúncia de Cláudio Castro

Ministro Cristiano Zanin suspende julgamento no STF sobre a eleição para o governo do Rio após a renúncia de Cláudio Castro

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Foto: Reprodução

STF suspende julgamento sobre a sucessão de Cláudio Castro e discute eleição direta no Rio

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (27) a suspensão do julgamento sobre a forma de escolha do sucessor do ex-governador Cláudio Castro. A decisão, por meio de uma liminar, respondeu a uma solicitação do Partido Social Democrático (PSD) e interrompeu o julgamento virtual que ocorria na Corte, com o objetivo de ser discutido plenamente pelo corpo de ministros.

Com essa medida, o desembargador Ricardo Couto, atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), permanece no cargo de governador interino, aguardando a análise do mérito do caso. O debate central gira em torno da necessidade de que a população fluminense tenha a oportunidade de escolher seu representante diretamente, em vez de uma escolha feita apenas por deputados.

A disputa judicial se intensificou em meio a críticas do ministro Alexandre de Moraes, que considerou a renúncia de Castro uma “manobra estratégica” para evitar que o cargo fosse preenchido por eleições diretas. Moraes argumentou que a renúncia de Castro visava impedir que a população fluminense tivesse a chance de escolher seu governante, o que, segundo ele, seria o caminho correto para preservar a soberania popular e o princípio democrático.

O STF já havia se manifestado sobre a obrigatoriedade do voto secreto caso a eleição venha a ser indireta, com o ministro Luiz Fux justificando a medida como proteção contra a influência de grupos criminosos no estado. Fux alertou para a crescente presença de milícias e narcotraficantes no meio político fluminense, ressaltando a importância de garantir a segurança do processo eleitoral.

A tendência de apoio às eleições diretas se fortalece no STF, com o apoio de ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O presidente da Corte, Edson Fachin, ainda não se manifestou sobre o assunto. O caso agora aguarda análise pelo plenário físico, onde será decidido se o Rio de Janeiro terá um novo processo eleitoral com a participação da população ou se o sucessor de Cláudio Castro será escolhido pelas bancadas do Legislativo estadual.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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