Yangwang U9 Xtreme, da BYD, bate 503,17 km/h em Abu Dhabi e supera o próprio recorde

Com dois títulos do Guinness reconhecidos pela FIA, o hipercarro elétrico, guiado por Marc Basseng.

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No Xtreme, a Yangwang elevou a capacidade dos quatro motores elétricos, um em cada roda, para até 755 cv cada | Foto: Reprodução/Forbes Brasil
No Xtreme, a Yangwang elevou a capacidade dos quatro motores elé...
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O Yangwang U9 Xtreme, hipercarro elétrico do grupo chinês BYD, atingiu 503,17 km/h em Abu Dhabi. Com isso, tornou-se o primeiro modelo de produção a passar oficialmente dos 500 km/h em um trecho de sentido único.

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O feito aconteceu em 1º de novembro, na Sheikh Khalifa Bin Zayed International Road, na região de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. Ao volante estava Marc Basseng, que também havia guiado o modelo no recorde anterior.

Recorde reconhecido pela FIA rende dois títulos do Guinness

A FIA reconheceu a marca, e o resultado garantiu ao U9 Xtreme dois registros do Guinness. Um deles é o de maior velocidade para um carro de produção em passagem de sentido único. O outro é o de maior velocidade para um elétrico de produção nas mesmas condições.

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A marca anterior também pertencia ao próprio carro. Em setembro de 2025, na Alemanha, o U9 Xtreme chegou a 496,22 km/h e superou o então recordista Bugatti Chiron Super Sport 300+.

A evolução do modelo vinha em ritmo acelerado. O U9 convencional chegou a 309 km/h em janeiro de 2024 e a 391,94 km/h em outubro do mesmo ano. Em agosto de 2025, a versão Xtreme já estava em 472,41 km/h, antes de alcançar os 496,22 km/h no mês seguinte.

Antes do recorde em Abu Dhabi, o Xtreme também havia completado o Nürburgring Nordschleife em 6min59s157, a melhor marca para um elétrico de produção. Segundo a Yangwang, o carro usado nessa volta tinha a mesma especificação do que estabeleceu o novo recorde de velocidade.

Ajustes noturnos levaram o carro dos 490 km/h aos 503

Os menos de 7 km/h que separam 496 de 503 exigiram nova rodada de preparação. A tentativa ocorreu em um trecho de estrada de 10 quilômetros, sendo sete deles de reta para as passagens em alta velocidade.

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Como a estrada fica perto do deserto e costuma receber tráfego, o asfalto foi varrido e inspecionado. A equipe queria eliminar fragmentos pequenos o bastante para danificar os pneus.

Duas tentativas feitas em 31 de outubro chegaram a 490 km/h. Durante a noite, os engenheiros melhoraram a temperatura da bateria e dos motores, ajustaram o ângulo da asa traseira, recalibraram a suspensão e mexeram na pressão dos pneus. Depois de uma passagem para validar as mudanças, veio o número definitivo.

Mais de 3.000 cv e suspensão que inclina o carro nas curvas

O U9 Xtreme parte de uma base já potente, com o U9 convencional entregando 1.287 cv. Na versão Xtreme, cada um dos quatro motores elétricos, um por roda, chega a 755 cv. A potência combinada passa de 3.000 cv, com relação peso-potência de 1.217 cv por tonelada.

Os motores giram até 30 mil rpm e trabalham junto da plataforma e4. Ela controla o torque enviado a cada roda mais de 100 vezes por segundo, o que ajuda a manter aderência e estabilidade perto dos 500 km/h.

A arquitetura elétrica também mudou. O Xtreme é o primeiro carro de produção da marca com sistema de 1.200 volts, ante 800 volts do U9 convencional, e suporta correntes de até 1.000 amperes. A bateria segue com tecnologia Blade e química de fosfato de ferro-lítio, mas foi adaptada para descargas mais intensas, com densidade de potência por célula 170% maior que em um sistema de 800 volts e taxa de descarga de até 30C.

A suspensão faz ajustes verticais independentes em cada canto e gera até 50 kN de força ativa em 120 milissegundos. Ela também pode inclinar o carro para dentro da curva, como uma moto, em até 2,43 graus sob aceleração lateral de 0,3 g. Os pneus foram desenvolvidos com a Giti, com composto próprio para as cargas de velocidades extremas.

Produção limitada a 30 unidades e chegada ao Brasil em 2027

O modelo terá produção restrita a 30 unidades no mundo. Alguns clientes já aprovaram configurações individuais e avançaram para a assinatura de contrato e a programação de produção.

Entre eles está o brasileiro Leo Sanchez, piloto e acionista da farmacêutica EMS. O primeiro exemplar feito com especificações finais recebeu o nome de “Dawn Moment” e tem pintura com partículas microscópicas de ouro sob camadas de verniz, além de acabamentos foscos inspirados em técnicas tradicionais chinesas de laca.

A Yangwang fica no topo da hierarquia de luxo do grupo BYD, acima da Denza. Enquanto a Denza atua na faixa premium, a Yangwang disputa o mercado de ultraluxo e alta performance, e as tecnologias que desenvolve depois ajudam o restante do conglomerado.

A marca está prevista para chegar oficialmente ao Brasil em 2027, ampliando a ofensiva do grupo BYD no segmento de luxo.

A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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