Xi Jinping e Cheng Li-wun em Pequim: O futuro do Estreito de Taiwan em foco!

Xi Jinping e Cheng Li-wun em Pequim: o que foi dito sobre o futuro do Estreito de Taiwan? Entenda os pilares do diálogo e os desafios.

14/04/2026 08:40

3 min

Xi Jinping e Cheng Li-wun em Pequim: O futuro do Estreito de Taiwan em foco!
(Imagem de reprodução da internet).

Reunião em Pequim: Xi Jinping e Cheng Li-wun Discutem Futuro das Relações entre as Margens do Estreito

Nesta sexta-feira, dia 10, em Pequim, o presidente chinês Xi Jinping recebeu Cheng Li-wun, presidenta do Kuomintang (KMT). Este encontro marcou a primeira vez em dez anos que um líder do KMT se reunia com um mandatário chinês. Durante a reunião, Xi Jinping enfatizou que a alegação de “independência de Taiwan” é vista como o principal fator que ameaça a paz no Estreito de Taiwan, algo que não pode ser aceito.

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Posicionamentos dos Lideranças Partidárias

Cheng Li-wun, por sua vez, reforçou o posicionamento do KMT contra qualquer tipo de separatismo. Ela defendeu que os dois partidos devem colaborar em prol do “rejuvenescimento nacional”, um conceito que, no contexto chinês, implica superar o passado de subordinação e dificuldades.

Os Pilares do Diálogo Segundo Xi Jinping

Xi Jinping estruturou sua fala em torno de quatro princípios fundamentais para o desenvolvimento das relações. Estes incluem manter uma identidade nacional comum, promover o desenvolvimento pacífico, aumentar a integração e os intercâmbios, e trabalhar pelo rejuvenescimento da nação chinesa.

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Ele reiterou que a base para todos esses avanços é o reconhecimento da adesão e a oposição à independência de Taiwan. “Diferenças entre sistemas sociais não podem ser pretexto para separação”, declarou Xi. O líder chinês destacou que a aceitação de que ambas as margens do Estreito pertencem a uma única China é crucial para preservar o que ele chamou de pátria comum.

Contexto Histórico e Perspectivas Futuras

Xi Jinping também fez menção ao ano de 2025, que celebra o 160º aniversário de Sun Yat-sen. As bandeiras de reunificação e revitalização da China, associadas a ele, foram citadas como um legado compartilhado pelos dois partidos. O presidente chinês assegurou que o ímpeto pelo “grande rejuvenescimento da nação chinesa” e a união dos chineses do Estreito não mudarão, apesar das mudanças no cenário internacional.

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Compromissos do Kuomintang e Visitas Preparatórias

Cheng Li-wun, por sua vez, afirmou que os povos das duas margens do Estreito formam “uma só família”. Ela comprometeu o KMT a fortalecer a confiança política mútua e expandir trocas em áreas como cultura, comércio e juventude, visando a concretização do “grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

A dirigente reafirmou o compromisso do KMT em se opor ao separatismo e em seguir o Consenso de 1992 como base para o diálogo. Sua visita, que começou em Jiangsu no dia 7, incluiu homenagens a Sun Yat-sen em Nanjing e visitas a centros tecnológicos em Xangai, mostrando o interesse em diversas áreas de desenvolvimento.

Tensão Política e Encerramento da Viagem

Em paralelo, o Partido Democrático Progressista (PDP), que governa Taiwan, tem intensificado sua postura separatista. Dias antes da chegada de Cheng, o Conselho de Assuntos do Continente de Taiwan alertou que qualquer desvio de limites poderia acarretar sérias consequências legais.

A delegação liderada por Cheng Li-wun encerrou sua visita no domingo, dia 13. Ela, eleita presidente do KMT em outubro de 2025, mantém um foco na cooperação e no diálogo pacífico entre as duas partes do Estreito.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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