Willer Tomaz pede multa de R$ 100 mil contra quem ocupar mansão em Angra dos Reis

Deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) rebate e defende função social para a ilha, que pertence à União, em meio à disputa judicial envolvendo Richarlison.

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Jogador Richarlison acusa Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL) de terem se apropriado de mansão em Angra dos Reis (RJ) | Foto: Reprodução/Brasil de Fato

O advogado Willer Tomaz, foragido no exterior e amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), pediu à Justiça do Rio de Janeiro uma liminar que proíba integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de “invadir” a mansão em Angra dos Reis (RJ).

A informação foi divulgada pelo portal de notícias Metrópoles na terça-feira (27).

O imóvel está no centro de uma disputa judicial que envolve o jogador de futebol Richarlison. Na petição, Willer aciona a deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), a Associação Brasil Popular e “demais pessoas incertas e não identificadas”, com multa de R$ 100 mil em caso de ocupação do terreno.

Deputada quer dar função social à ilha

Marina afirmou que pretende levar à semana passada, durante um ato, a reivindicação de uma função social para a área. A proposta é converter o local em um centro de formação para jovens de povos tradicionais da Costa Verde, feito em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Ao Brasil de Fato, a parlamentar lembrou que a ilha pertence à União. “Willer Tomaz está preocupado com uma ocupação do MST, quando deveria estar preocupado mesmo em explicar as suspeitas de crimes que pesam sobre ele e seu amigo Flávio Bolsonaro. A Constituição é clara ao estabelecer que a propriedade deve cumprir uma função social. Uma ilha que pertence à União não pode ser tratada apenas como objeto de disputa entre interesses privados. Esse território precisa estar a serviço do povo”, defendeu Marina.

Fuga para Miami e investigação por lavagem de dinheiro

O empresário deixou o país rumo a Miami, nos Estados Unidos, em meio ao avanço das investigações sobre lavagem de dinheiro e descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no âmbito da Operação Sem Desconto. Agora, ele passa a contar com a companhia de Flávio Bolsonaro, que deixou o país após perder as eleições.

Os dois são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas do advogado e casas de apostas. Segundo a investigação, Flávio e Willer compartilhavam uma conta em um paraíso fiscal.

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Na terça (27), Richarlison fez ironia com a situação e sugeriu que a mansão estaria disponível justamente porque nenhum dos dois está no Brasil. “Então não tem ninguém na ilha né?”, escreveu o jogador.

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