Waack: Fachin tenta pôr a bola no chão em disputa de poder com Dino no STF
Medidas sobre o inquérito das Fake News, a Polícia Federal e uma possível investigação contra Dino podem redefinir o equilíbrio interno do STF.
O ministro Flávio Dino voltou a ocupar o centro da crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e o escândalo Master. A disputa ganhou novo capítulo nesta quarta – feira (9), quando o presidente da Corte, Edson Fachin, anunciou medidas relacionadas ao inquérito das Fake News e a uma possível investigação contra Dino.
A tensão se intensificou depois que Flávio Dino criticou publicamente, no domingo (6), a intenção de Edson Fachin de encerrar o instrumento de exceção. Fachin também teria sido afastado, na prática, de decisões sobre o funcionamento do tribunal.
Do “Supremo Futebol Clube” à crise no STF
Flávio Dino já havia chamado o STF (Supremo Tribunal Federal) de “Supremo Futebol Clube”. A declaração ocorreu no começo do ano, quando ele e outros ministros decidiram não agir diante das primeiras investigações do escândalo Master, que apontaram o envolvimento de colegas com o ex – banqueiro Daniel Vorcaro.
A avaliação apresentada é que os integrantes do tribunal atuavam como um time, preservando a força dos Supremos Poderes enquanto as apurações permaneciam em segundo plano. O avanço das investigações, porém, alterou esse equilíbrio e provocou mudanças dentro da Corte.
Na visão exposta, o grupo deixou de funcionar como um clube coeso e passou a viver uma disputa aberta, comparada a uma arena de luta livre. O conflito envolveria ministros que se consideravam autorizados a definir tanto a modalidade de atuação do tribunal quanto os limites de suas próprias decisões.
Decisões de Edson Fachin nesta quarta – feira (9)
Edson Fachin tentou conter a escalada nesta quarta – feira (9). Entre as medidas anunciadas está a possibilidade de deixar a relatoria do inquérito das Fake News, além da análise sobre abrir ou não uma investigação contra Flávio Dino.
O alcance do confronto é considerado grande e imprevisível, especialmente porque envolve a disputa de poder dentro do STF (Supremo Tribunal Federal.
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Fachin também pretende definir quem, de fato, terá autoridade sobre a Polícia Federal. A corporação é apresentada como peça central da disputa, enquanto o tribunal enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de tomar decisões sem interferências externas.
O embate já ultrapassou os limites internos da Corte. A reação de fora do STF (Supremo Tribunal Federal) é descrita como negativa, com críticas ao espetáculo político e institucional e à avaliação de que a situação não pode continuar dessa maneira.