Raízen registra R 3,6 bilhões em geração de caixa no trimestre da safra 2026/27

A Raízen deu início à safra 2026/27 enfrentando um contexto desafiador em seus negócios de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis. Apesar das dificuldades, a empresa apresentou melhorias na eficiência operacional e na geração de caixa, com um fluxo de R 3,6 bilhões registrado no trimestre.
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Ao mesmo tempo, a companhia diminuiu em 11% suas despesas de capital (Capex) como parte de uma estratégia focada na alocação disciplinada de recursos.
No dia 30 de julho, a homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial marcou um marco importante para a empresa, que agora está concentrada em implementar as medidas necessárias para atender às condições estipuladas no acordo.
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Transformações operacionais e financeiras
Durante a apresentação dos resultados, os executivos da companhia enfatizaram que sua estratégia se baseia em dois pilares principais: transformação operacional e financeira. O foco está na redução de custos, melhoria da produtividade, geração de caixa e simplificação do portfólio de negócios.
No segmento dedicado ao açúcar, etanol e bioenergia, a Raízen iniciou a nova safra com 24 usinas, uma queda em relação às 29 unidades do ano anterior. Essa diminuição é resultado de desinvestimentos já realizados pela empresa. Além disso, as condições climáticas adversas impactaram o início da safra, dificultando a colheita devido ao volume excessivo de chuvas.
Como consequência, a produtividade agrícola foi afetada. A companhia informou que parte da cana processada estava em áreas onde o canavial ainda não havia atingido sua maturação ideal. Espera – se que esse efeito seja parcialmente compensado conforme a colheita avance para regiões com maior produtividade.
Desempenho do etanol e açúcar
Nesta safra, houve um aumento significativo na participação do etanol na produção total em comparação ao ano passado. Nelson Gomes, CEO da Raízen, destacou que essa mudança reflete tanto a qualidade da matéria – prima quanto as dinâmicas de rentabilidade entre açúcar e etanol.
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Com isso, as vendas do biocombustível avançaram no trimestre, aproveitando preços mais favoráveis especialmente no início da safra.
No entanto, a produção de açúcar caiu em linha com a redução da moagem de cana. Apesar disso, os preços realizados foram favorecidos por uma estratégia de fixação antecipada que manteve os níveis acima do que é observado atualmente no mercado.
Custos e margens sob pressão
O desempenho geral nos setores de açúcar e bioenergia foi pressionado pela queda nos preços destes produtos. Os desinvestimentos realizados anteriormente também tiveram impacto negativo nos resultados trimestrais. Contudo, a companhia conseguiu registrar uma dinâmica mais favorável nos custos operacionais.
Mesmo excluindo o impacto da redução do custo da cana dos fornecedores — que é indexado ao Consecana — os ganhos estruturais obtidos através das iniciativas operacionais ajudaram a mitigar os efeitos negativos provocados pela inflação e pela baixa produtividade agrícola observada.
Evolução na distribuição de combustíveis
No setor de distribuição de combustíveis no Brasil, o trimestre foi marcado por volatilidade nos preços decorrente das tensões geopolíticas. A Raízen reportou crescimento nas vendas e melhorias operacionais durante esse período desafiador. Avanços no combate ao mercado irregular também contribuíram para o desempenho positivo.
Além disso, a empresa ampliou sua base ativa de postos e clientes contratados e observou um retorno nas vendas dos produtos premium como Shell V – Power. A eficiência operacional também foi aprimorada através da gestão das despesas e simplificação das operações.
Gestão financeira e próximos passos
A gestão do capital de giro registrou evolução significativa devido à administração eficiente dos estoques e contas a receber. Isso tem sido essencial para aumentar a geração de caixa da empresa. No entanto, o cenário continua desafiador devido à pressão sobre os fornecedores enfrentando um crédito restritivo.
Com fluxo de caixa operacional alcançando R 3,6 bilhões neste trimestre, as iniciativas tomadas têm demonstrado resultados positivos. A administração reafirmou seu compromisso com uma alocação seletiva do capital sem comprometer investimentos essenciais para manter suas operações.
Planos futuros e recuperação
A Raízen se prepara para focar na redução contínua dos custos e melhoria da produtividade agrícola durante esta safra. No setor de combustíveis, o plano inclui expansão das vendas e fortalecimento da rede de postos. O principal desafio permanece na recuperação da produtividade agrícola num cenário marcado por preços baixos das commodities.
Ainda assim, os avanços operacionais já conquistados apontam para um futuro promissor enquanto a companhia continua implementando seu plano de recuperação extrajudicial e simplificando seu portfólio. As expectativas são positivas apesar das pressões externas enfrentadas atualmente.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



