Vai viajar de carro elétrico no feriado? Veja 5 dicas para evitar imprevistos
Planejamento inclui testar a autonomia, mapear eletropostos, configurar pagamentos e manter a bateria acima de 20% durante o trajeto.
O feriado do Dia da Independência deve levar muitas pessoas às rodovias, incluindo famílias que farão pela primeira vez uma viagem de carro elétrico. O movimento ocorre após um segundo semestre de 2026 com números expressivos de vendas: quase 53 mil elétricos foram vendidos em julho e agosto.
Para evitar imprevistos, é preciso conhecer o comportamento do veículo e planejar o trajeto antes de sair. A CNN Brasil reuniu orientações de Maurício Barros, detentor do recorde da maior viagem de carro elétrico na América do Sul, com mais de 18 mil quilômetros percorridos por seis países, e da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
Como preparar a viagem de carro elétrico
Quem pretende percorrer trajetos de 1.500 a 2.000 quilômetros deve começar com deslocamentos menores. A velocidade, o relevo da pista, a temperatura externa e o uso contínuo do ar – condicionado interferem diretamente no consumo de energia.
Esse teste permite identificar a autonomia real do automóvel e entender o ritmo mais adequado para a viagem. Com a experiência prévia, o motorista ganha mais segurança para enfrentar distâncias maiores.
O planejamento da rota também deve incluir a localização dos eletropostos. As paradas precisam ser definidas antes da partida, assim como o download dos aplicativos das empresas responsáveis pelos carregadores, o cadastro e a configuração da forma de pagamento.
Deixar esse procedimento para a estrada pode trazer dificuldades. Oscilações no sinal de internet ou de telefonia celular podem impedir o acesso aos serviços e tornar a parada mais estressante.
Autonomia, carregador e horários de saída
A distância entre as paradas não deve ser calculada no limite da autonomia. A recomendação é evitar que a bateria fique abaixo de 20%. Em um carro com alcance estimado de 300 quilômetros, por exemplo, a primeira recarga pode ser programada entre 230 e 250 quilômetros.
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Quando houver dois eletropostos próximos, a orientação é escolher o primeiro. Assim, o motorista mantém carga suficiente para chegar à estação seguinte caso o equipamento apresente defeito ou esteja indisponível.
O carregador portátil original também deve acompanhar o veículo no porta – malas. Ele recupera entre 3% e 5% da carga por hora, o que pode ser suficiente para alcançar o próximo ponto de alta velocidade (DC). O equipamento original trabalha com corrente de 13 amperes e deve ser conectado obrigatoriamente a uma tomada de 20 amperes.
Adaptadores para tomadas de 10 amperes não devem ser usados.
Nos modelos portáteis ajustáveis, a corrente precisa ser configurada abaixo do limite da rede elétrica. Uma tomada de 10 amperes, por exemplo, exige ajuste para 8 amperes. Também é recomendável viajar em períodos de menor fluxo, reduzindo o risco de enfrentar filas nos pontos de recarga.
A infraestrutura acompanha o aumento da circulação de veículos elétricos. Levantamento de julho, consolidado pela ABVE e pela Tupi Mobilidade, aponta crescimento de 32,8% em três meses nos carregadores rápidos em corrente contínua (DC), que passaram de 6.479 para 8.601 equipamentos em operação.