Universidades brasileiras perdem posições no ranking global CWUR 2026
Ranking Global 2000 revela queda de universidades brasileiras
O Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) divulgou sua edição 2026 do ranking Global 2000 na segunda-feira, 1º de junho de 2026. O resultado apontou para uma situação preocupante para o ensino superior no Brasil, com um número expressivo de universidades perdendo posições.
Das 52 instituições brasileiras listadas, 45 perderam posições em relação ao ano anterior.
A principal razão apontada pela organização para essa queda foi a deterioração nos indicadores de pesquisa científica. Ou seja, 87% das instituições brasileiras avaliadas caíram no ranking.
Apenas cinco universidades conseguiram avançar na lista, e apenas duas mantiveram suas posições anteriores.
Indicadores de pesquisa em declínio
O indicador de pesquisa científica apresentou um recuo em 44 das 52 universidades brasileiras. Essa tendência reflete a preocupação com o investimento em pesquisa e desenvolvimento no país. A situação é agravada pela falta de financiamento adequado para a ciência e o ensino superior, conforme destacado pelo presidente do CWUR, Nadim Mahassen.
Universidades em destaque
A Universidade de São Paulo (USP) continua sendo a instituição brasileira mais bem posicionada, embora tenha perdido uma posição, caindo da 118ª para a 119ª. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também sofreu uma queda significativa, passando da 331ª para a 346ª colocação, enquanto a Universidade Estadual Paulista (Unesp) recuou da 369ª para a 379ª posição.
China lidera o ranking internacional
No cenário global, a China ultrapassou os Estados Unidos em número de universidades presentes no ranking Global 2000, com 360 instituições contra 313 dos Estados Unidos. Apesar dessa mudança, os Estados Unidos mantêm a liderança do ranking, com a Universidade Harvard na primeira posição.
O ranking avalia mais de 21 mil instituições de ensino superior em todo o mundo, utilizando uma metodologia que considera indicadores de educação, empregabilidade, qualidade do corpo docente e pesquisa científica.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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