Universidade Cornell inova no combate à obesidade em idosos com nova abordagem científica

Pesquisadores da Universidade Cornell revelam estudo inovador que pode transformar o tratamento da obesidade em idosos, focando na restauração do metabolismo.

22/04/2026 06:36

3 min

Universidade Cornell inova no combate à obesidade em idosos com nova abordagem científica
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Inova no Tratamento da Obesidade em Idosos

Com o aumento do uso de medicamentos para tratar a obesidade, como os que atuam na redução da ingestão calórica, um estudo de 2023 se destaca por abordar o problema de forma diferente. Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, estão investigando como restaurar funções metabólicas que se perdem com o envelhecimento.

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Ao contrário de medicamentos como Ozempic e Wegovy, que focam na diminuição da ingestão de calorias, este estudo busca aumentar o gasto energético, explorando a razão pela qual a capacidade de queimar gordura diminui com a idade.

A pesquisa revelou que células especiais ao redor dos vasos sanguíneos produzem em excesso uma proteína chamada Pdgfrβ, que inibe a formação de gordura bege, um tipo de tecido que queima calorias para gerar calor. O estudo identifica um mecanismo farmacologicamente viável que pode restaurar a capacidade termogênica perdida com o envelhecimento, oferecendo novas possibilidades de tratamento para a obesidade, especialmente em populações mais velhas.

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Entendendo os Tipos de Gordura Corporal

Quando se fala em gordura corporal, geralmente se menciona dois tipos principais: a gordura branca (TAB) e a gordura marrom (TAM). A gordura branca é responsável por armazenar energia, enquanto a gordura marrom queima energia para regular a temperatura corporal.

Desde 2008, foi identificado um terceiro tipo de gordura, chamada de gordura bege, que possui características do tecido adiposo marrom e se encontra dispersa entre os depósitos de gordura branca.

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A gordura bege, ativada por exposição ao frio, atua como uma célula termogênica, queimando calorias e reduzindo o açúcar no sangue. Com o envelhecimento, a capacidade de resposta ao frio diminui, favorecendo a produção de gordura branca e contribuindo para o declínio do metabolismo.

O coautor do estudo, Daniel Berry, ressalta que, enquanto jovens podem ter uma resposta termogênica natural, os idosos precisariam de condições extremas para obter os mesmos benefícios.

A Bioquímica da Gordura e o Envelhecimento

A principal autora do estudo, Abigail Benvie, buscou responder se existem vias metabólicas que podem ser estimuladas para produzir os mesmos efeitos da exposição ao frio, sem a necessidade de sujeitar as pessoas a essas condições. Ao identificar a Pdgfrβ como um “freio molecular” que impede a transformação de células em gordura bege, os pesquisadores utilizaram medicamentos como imatinib e SU16f para bloquear a ação dessa proteína em ratos idosos.

Após cinco dias de tratamento, os camundongos foram expostos ao frio e, surpreendentemente, recuperaram a capacidade de formar gordura bege, uma função que haviam perdido com o envelhecimento. O mecanismo identificado envolve uma cascata molecular que aumenta a produção de IL-33, ativando células imunológicas que estimulam a transformação de células progenitoras em células queimadoras de energia.

Estudos recentes sugerem que essa reativação também pode restaurar células do sistema imunológico essenciais para a manutenção do tecido adiposo bege, abrindo novas possibilidades de tratamento para o controle de peso em idosos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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