União pode perder R$ 190,7 bilhões em 30 anos com Programa de Pleno Pagamento de Dívidas, diz IFI

A implementação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas pode resultar em perdas significativas para a União, afetando suas finanças por três décadas.

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Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, em Brasília | Foto: Reprodução
Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, em Brasília | Fo...
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Um novo relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta que, se os contratos do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) forem cumpridos nos próximos 30 anos, a União poderá deixar de receber cerca de R$ 190,7 bilhões.

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Sem considerar as amortizações extraordinárias previstas no programa, o montante chega a R$ 350 bilhões. O levantamento foi publicado nesta quinta-feira (23) no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) referente ao mês de julho.

A estimativa considera os resultados esperados pelo Propag, instituído pela Lei Complementar (LC) nº 212 34, de 13 de janeiro de 2025. O programa ofereceu uma renegociação das dívidas dos estados com a União em um prazo que pode chegar a 360 meses, com taxas de juros que variam entre 0% e 2% ao ano.

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As adesões ao Propag foram encerradas em 31 de dezembro do ano passado.

Adesões e impactos financeiros

De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pelo IFI, apenas cinco entes federativos não aderiram ao programa: Mato Grosso, Pará, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal. Contudo, o relatório indica que o principal efeito do Propag foi prolongar os prazos para pagamento e reduzir o montante pago pelos estados.

Na prática, isso significa que as dívidas se extenderão por muito mais tempo e a União receberá menos do que teria recebido sem o programa.

Além disso, o relatório destaca que o valor da dívida ao longo dos 360 meses apresenta uma taxa de desconto de 12,31%. Isso resulta em uma estimativa total de R$ 350,3 bilhões em perdas para a União durante a vigência do Propag. No entanto, é importante notar que o programa permite amortizações extraordinárias — ou seja, os estados podem pagar parcelas antecipadamente para acelerar a quitação das dívidas.

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Possíveis consequências econômicas

Com essa possibilidade de pagamentos antecipados, o impacto negativo no montante total que a União deixaria de receber poderia ser reduzido para R$ 190,7 bilhões ao longo dos três décadas do programa. Essa redução ilustra como estratégias financeiras podem influenciar significativamente as contas públicas dos estados e da União.

Dessa forma, enquanto alguns estados buscam formas de equilibrar suas finanças por meio do Propag, os efeitos dessa renegociação podem ser sentidos em um futuro próximo nas receitas federais e na saúde fiscal do país. O desafio será garantir um equilíbrio entre atender às necessidades financeiras estaduais e preservar a arrecadação federal.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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